Fucapi trabalha para desenvolver região

Considerada a primeira instituição da Amazônia a criar um núcleo de design industrial e um curso de nível médio em tecnologias industriais básicas, a Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica), que encerrou o ano passado com um faturamento próximo dos R$ 82 milhões, vem comemorando seus 25 anos em grande estilo.
Segundo a presidente da Fucapi, Isa Assef, embora iniciadas em 2006, as comemorações pelas conquistas da fundação nos diversos segmentos da área tecnológica, nos quais teve papel fundamental nos últimos 25 anos, devem prosseguir até dezembro deste ano.

A dirigente afirmou que, no calendário de eventos alusivos à comemoração, a Fucapi está lançando uma série de livros, exposições, mostras culturais, campanhas voltadas à preservação do meio ambiente e premiações para funcionários ilustres da instituição.
“Desenvolvimento regional, tecnologia da informação, gestão de negócios, estudos em química e engenharia, além de um apanhado geral sobre os 25 anos, formam o conteúdo biográfico a ser lançado no início de dezembro para coincidir com a reunião trimestral do conselho administrativo da Fucapi”, ressaltou a executiva.

Instituição conquista patente mundial

Isa Assef lembrou conquistas importantes da fundação de pesquisa e inovação tecnológica nos 25 anos de existência, como a patente mundial para o Amazonas dos conversores análogo-digital e digital-analógico destinados à comunicação microeletrônica.
A presidente da Fucapi ressaltou também o trabalho realizado pelos mais de 480 pesquisadores diretos que fazem parte da instituição, em cujo leque de trabalho reconhecido em nível nacional está a inserção do software livre nas urnas eletrônicas e o desenvolvimento dos aplicativos destinado à auditoria nessas urnas.

Jornal do Commercio – No que o panorama atual difere do que a Fucapi conheceu há 25 anos?

Isa Assef – Houve uma mudança singular tanto na maneira de pensar a Amazônia como em termos de desenvolvimento econômico. Há 25 anos, o pensamento predominante era o de que a Amazônia deveria ser intocada, pois qualquer atividade econômica mais abrangente a destruiria. Foi essa idéia que inicialmente mobilizou o movimento ambientalista internacional em relação à Amazônia. Paralelamente, as instituições de ensino e pesquisa no Brasil mostraram que era possível o uso produtivo das áreas da Amazônia nos três setores produtivos da economia. Hoje, a Amazônia já desenvolve suas próprias tecnologias, servindo de padrão exportador de desenvolvimento científico e industrial a partir dos moldes adaptados nas empresas locais, algo pouco provável naquele tempo.

JC– Como uma presidente de um centro tecnológico encara a preservação ambiental?

Isa Assef – Defendo a instituição de um imposto internacional de preservação da floresta, mas seria importante que todo brasileiro encampasse uma luta pela conscientização ecológica sem os melindres do fanatismo verde. Ora, se a comunidade internacional concorda que a destruição da Amazônia seria uma catástrofe para o mundo, ela tem por obrigação fornecer ao país verba suficiente para administrar a região, de cujo benefício usufrui. Mas não se trata de colocar nas mãos estrangeiras nossa região, mas o Brasil tem todo o direito de usá-la de forma produtiva para benefício do resto do mundo. E isso inclui o fato de manter preservada a floresta amazônica.

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