Fraudes preocupam 45 das organizações

A cada ano, empresas do mundo inteiro perdem bilhões de dólares por causa de fraudes, mas apenas 45% das companhias privadas de capital fechado têm especialistas em detectar e prevenir esse problema, de acordo com o IBR (International Bussines Report), feito pela Grant Thornton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton. O Brasil, de acordo com o estudo, está abaixo da média mundial, com apenas 38% das empresas preocupadas em evitar fraudes.
É considerado fraude o roubo de recursos ou a contabilidade falsa –a falsificação ou alteração de registros de contabilidade ou de outros documentos. Quando se fala em recursos, eles incluem informações comerciais e a propriedade intelectual, o que pode prejudicar o dono legal se cair em mãos erradas ou se for vendido a um concorrente, por exemplo.
Para o diretor da área de Gestão de Riscos da Terco Grant Thornton, Leandro Sanches, o índice alcançado pelo Brasil reflete a atual visão dos empresários que, em alguns casos, desconhecem a relevância e as vantagens do monitoramento dos controles internos. “Trata-se de importante ferramenta gerencial, auxiliando inclusive na redução de custos por meio da otimização de processos, prevenção e detecção de fraudes”, disse.
Segundo Leandro, considerando as margens de crescimento de países emergentes como o Brasil, os empresários brasileiros deveriam se preocupar mais com a gestão de riscos. “Empresas que já possuem esta estrutura obtêm crescimento mais ordenado e sólido, o que é um grande diferencial competitivo”, comentou Leandro, lembrando, ainda, que a gestão de riscos é um dos requisitos da boa governança corporativa. “Isso dá transparência ao negócio, o que faz com que ele se torne mais valorizado no mercado”, completou.

Examinar
etapas
O líder global da GTI em assuntos relacionados a segurança, Ken Sharp, afirmou que é importante as empresas fazerem um exame de todas as etapas para se protegerem contra fraudes. “Um especialista em gerenciamento de riscos pode detectar atividades potencialmente fraudulentas em estágios inicias, o que diminui os riscos”, disse. Ainda de acordo com o executivo, “quando a economia mundial se enfraquece, como agora, e os empregos ficam ameaçados, a tentação para cometer fraudes aumenta bastante”. Por isso ele é categórico em afirmar que os empresários precisam ser extremamente vigilantes.
Entre as empresas que se preocupam com as fraudes, o número de contratados aumentou 12% em nível global. Regionalmente, os países de Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) tiveram o maior aumento (16%). A União Européia relatou um aumento de apenas 6%. Individualmente, os países do Nafta são os que mais têm especialistas (58%), enquanto que os da Ásia têm a menor porcentagem (26%).
O país que tem a taxa mais elevada de empresas que contratam especialistas contra fraudes são as Filipinas (72%). Além das Filipinas, outros países preocupados em se proteger contra fraudes são o México (71%), Rússia (63%), Armênia (59%) e Estados Unidos (59%). Os países que menos investem em segurança são Japão (17%), Dinamarca (17%) e França (23%).

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