U m dos incômodos relacionados à locação de carros diz respeito à busca e à entrega do veículo. Afinal, um turista que não conhece a cidade em que está vai depender de outros meios de transporte quando devolver o carro.
Da mesma forma, alguém que está com o carro próprio quebrado vai ter o mesmo problema depois do fim do aluguel. Mas os clientes da Rede Brasil, franquia de locação de veículos capixaba, nunca ficam a pé: um dos diferenciais da empresa é o serviço de entrega e busca dos veículos onde estiverem seus clientes. Atualmente com 20 unidades, a Rede Brasil quer crescer seu número de unidades em 50% apenas neste semestre.

Fundação
A Rede Brasil foi criada há quase 20 anos por três profissionais já ligados ao setor de aluguel de carros. De acordo com Paulo Nemer, capixaba de 53 anos, não dá para dizer que o diferencial da empresa é uma inovação –afinal, a empresa entrega e busca os carros desde sua fundação. “Todo negócio de sucesso tem diferenciais. A concorrência tem os dela e esse é um dos nossos. São raras as empresas, normalmente muito pequenas, que oferecem tal comodidade a seus clientes”, afirma Nemer.
Outro diferencial da Rede Brasil é o serviço de coleta e entrega de materiais por meio dos veículos da empresa. Segundo Nemer, as unidades da franquia fazem até city tour. “Vendemos facilidades. Fazemos o que for para ajudar nossos clientes”, diz ele.
Para os franqueados, uma das diferenças em relação às empresas do mesmo setor é que a Rede Brasil não exige que cada unidade tenha um pátio para os veículos. As lojas são apenas pontos de venda e os automóveis, quando não estão na rua, são levados a estacionamentos próximos. Essa deliberação da matriz faz com que os custos de manutenção da unidade sejam bem menores.

Investimento
O investimento total de um franqueado na rede varia entre R$ 350 mil e R$ 3,5 milhões, de acordo com o tamanho da cidade. Os valores da taxa de franquia (de R$ 25 mil a R$ 90 mil), royalties (de R$ 550 a R$ 2,5 mil por mês) e número de funcionários (de 3 a 10) também variam de acordo com o tamanho da cidade. Uma unidade começa a operar com, no mínimo, 10 veículos, mas Nemer diz que o objetivo do franqueado seja o crescimento rápido. “O ideal é que a unidade termine o primeiro ano de vida com 30 carros”, diz ele.
Quanto ao faturamento estimado, o diretor atrela os ganhos ao valor da frota da unidade. Segundo ele, o montante é, em média, de cerca de 6% do preço dos automóveis. O parâmetro do lucro mensal corresponde a 3,15% do investimento inicial. De acordo com esse cálculo, o franqueado que gastou R$ 350 mil faturaria, presumidamente, R$ 11 mil.
Quando questionado sobre o valor –que é menor do que o lucro de franquias muito mais baratas –Nemer argumentou que os ganhos podem ser maiores de acordo com a localização do ponto de venda e com o comprometimento do franqueado com o financiamento dos veículos: maiores as dívidas, menor o lucro.
Outra base de cálculo dos lucros é oferecida por Luiz Felipe Coser, franqueado da Rede Brasil. Ele estima que a lucratividade de sua empresa varia entre 15% e 20% de seu faturamento mensal.
A Rede Brasil já começou o ano com lojas em processo de implantação e reinauguração e quer saltar, apenas no primeiro semestre de 2014, das atuais 20 para 30 unidades.
Para Nemer, o setor de aluguel de carros é um dos mais pujantes da economia nacional, cresce dois dígitos a cada ano e reflete uma mudança de comportamento dos brasileiros.
“As pessoas estão vendo que mais importante que a propriedade é o uso que se faz de um determinado bem, o que é ótimo para nós”, afirma.

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