Força Sindical discute greve na Copa

Ao menos dez categorias profissionais ligadas à Força Sindical vão definir hoje estratégias para negociar reajustes salariais e paralisações durante a Copa do Mundo.
A reunião ocorre três dias após reportagem da Folha de S.Paulo revelar no domingo (13), que cerca de 4 milhões de trabalhadores (ligados a várias centrais sindicais) se mobilizam e podem decretar greve durante o evento esportivo.
O encontro na Força Sindical vai reunir sindicatos que representam categorias que estão em sua maior parte em campanha salarial e têm data-base no primeiro semestre.
Entre os setores que participam do movimento estão aeroviários, rodoviários, trabalhadores da construção civil, funcionários das usinas de etanol, do segmento de alimentação, eletricitários, telefônicos, servidores públicos municipais e estivadores.
A reunião com representantes dos trabalhadores acontece às 8h na sede da Central, em São Paulo.
Até a semana passada, os protestos estavam sendo programados pelos sindicatos de forma isolada. Mas, com a proximidade da Copa do Mundo, pode ocorrer uma manifestação maior, com a participação de outras centrais sindicais, segundo a reportagem apurou.

Mobilidade
Das 16 categorias que se mobilizam e podem paralisar suas atividades durante os jogos da Copa, oito estão na área de transporte: aeroviários, metroviários, ferroviários da CPTM, motoristas e cobradores de ônibus, rodoviários, taxistas, motoboys e agentes de trânsito (marronzinhos).
A maior parte já está em campanha, e o calendário de mobilização deve avançar com a proximidade da Copa.
Outras, como os aeroviários (os que fazem serviços terrestres), querem um “abono-Copa”, no valor de um salário nominal, para compensar jornadas mais longas. Benefício semelhante foi obtido por funcionários de empresas de ônibus de Londres durante a Olimpíada de 2012.
Responsáveis por pequenas entregas, o principal sindicato da área, que representa os 220 mil motoboys da capital paulista, também avalia fazer greve durante os jogos.
No setor de segurança, 9.000 policiais federais planejam parar dois dias antes de a Copa começar. O protesto deve ser referendado em assembleias previstas para ocorrer em 30 dias em 27 sindicatos da categoria no país.
Metalúrgicos, têxteis e comerciários de São Paulo devem entregar suas pautas antes ao setor patronal para evitar que, com a Copa e o calendário eleitoral, as negociações se arrastem e trabalhadores sejam prejudicados.
“As montadoras concederam férias coletivas e licença, há impacto nas autopeças e na cadeia. A situação deste ano preocupa”, diz Miguel Torres, presidente da Força Sindical.
Nos bastidores, o overno tenta usar a influência do PT entre sindicalistas para debelar o movimento e evitar manifestações de trabalhadores durante a Copa. No entanto, as tratativas não têm surtido o efeito esperado.

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