O Brasil e o mundo vivem um momento de grande perplexidade desde o ano passado, quando se alastrou por muitos países a Covid-19, causada pelo novo Coronavírus, que teve início na cidade de Wuhan (China) e rapidamente se espalhou pelas mais diversas localidades do Planeta. E o Brasil foi um dos países mais atingidos por esta potente carga viral que, em sua fase mais avançada, tem levado milhares de pessoas à morte em nossa Nação; representando um grande perigo, especialmente àquelas pessoas classificadas como fazendo parte do ‘grupo de risco’, que são os idosos com mais de 60 anos e as pessoas com alguma comorbidade, que torna o organismo mais vulnerável a se infectar e desenvolver os sintomas graves da doença, resultando em grande parte das vezes em óbito.

E dentro do cenário brasileiro, o  Amazonas tem sido um dos estados mais atingidos da Federação, de forma que, no período de abril e maio de 2020, a cidade de Manaus protagonizou cenas impactantes, como de covas coletivas abertas nos cemitérios para receber a grande quantidade de mortos; os contêineres armazenando corpos de vítimas na parte externa de estabelecimentos de saúde; hospitais lotados e, em muitos casos, o não oferecimento das condições necessárias para atender, de forma adequada, os pacientes infectados (ausência de leitos suficientes, por exemplo) e nem mesmo  dar o suporte devido aos profissionais da saúde, nossos heróis sem capa, como foi na questão da quantidade insuficiente de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fornecidos a eles, conforme denúncias feitas na época e reportagem investigativa realizada em Manaus, na ocasião, exibida na televisão e com repercussão nacional. 

E agora, no primeiro mês de 2021, o nosso Estado volta a sofrer com uma nova onda viral da Covid 19, que tem gerado números alarmantes de casos, de complicações e de mortes decorrentes deste segundo surto. Até o dia 7 deste mês, por exemplo, segundo a Prefeitura de Manaus, a capital amazonense já havia registrado um aumento de 80% no número de mortes em comparação aos últimos 15 dias.  Se a situação permanecer neste patamar, a tendência é que em cerca de 3 meses não haja vagas suficientes nos cemitérios da Cidade, segundo previsão divulgada pelo Poder Executivo Municipal. A situação calamitosa já levou os governantes do Estado e dos municípios, incluindo Manaus, a decretarem estado de emergência em decorrência da gravidade da situação e o Ministério da Saúde já foi acionado em busca de uma ação conjunta com o Governo Federal também neste enfrentamento. Contudo, é válido ressaltar o fato de que o número de pessoas recuperadas é bem superior à taxa de falecimentos registrados; todavia isso não torna a questão menos grave, uma vez que a vida de todo e qualquer cidadão não tem preço

Dentre os fatores que colaboraram para este novo pico pandêmico no Estado está o descumprimento, por parte de muitos cidadãos, às orientações dos cuidados, higiene e distanciamento social necessários, uma vez que muitas aglomerações, como festas clandestinas, têm sido registradas e combatidas pelo Poder Público; porém, atitudes como estas tem contribuído significativamente para o aumento dos casos. 

Somado a isso está o esgotamento do número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) disponibilizados para os casos graves da doença, tanto nos hospitais públicos quanto nos privados, uma vez que a maior parte destes prontos-socorros já estão com sua capacidade de ocupação para internação totalizada ou quase totalizada. Outro fator relevante é que, como apenas em Manaus temos leitos de UTI, os pacientes que apresentam o agravamento de quadro e que moram no interior necessitam ser transferidos para receberem o tratamento adequado. 

Dentre as razões também está a questão da época climática na Região, uma vez que, de acordo com o governo estadual, o período chuvoso (conhecido como inverno amazônico, que dura de meados de novembro a maio do ano seguinte) também coincide com o período de proliferação de outras patologias no âmbito local, como Zika-vírus, Dengue, Chikungunya, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Gripe Comum (Influenza) e H1N1; o que contribui ainda mais para a ocupação quase integral das vagas hospitalares. 

Para muitos amazonenses a alternativa tem sido a de se tratar em suas próprias casas, uma vez que a lotação nas instituições e clínicas é uma realidade. E nestas circunstâncias, infelizmente, vários pacientes têm perecido em seus próprios domicílios, levando em conta que a orientação e/ou auxílio médico podem ser determinantes nestes casos. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS – AM) divulgou recentemente que o Estado está na ‘fase roxa’ na classificação da Análise de Risco da Covid, ou seja, está no nível de gravidade mais alto em relação à disseminação do vírus e de outros fatores mensurados com relação à doença, como a estrutura hospitalar existente ofertada à população em face da necessidade de atendimento e socorro, por exemplo. 

Tendo em vista a situação excepcional de calamidade pública que estamos vivendo, mais uma vez, cabe-nos fazer a nossa parte como cidadãos amazonenses. Ninguém pode se omitir e lavar as mãos! O Dever de combater esse vírus é de todos nós; sem exceção. É preciso haver da nossa parte respeito, renúncia, abnegação, consciência e, sobretudo, responsabilidade para com a nossa vida e para com a vida do nosso próximo. Todos podemos e devemos fazer muito; começando por cumprir todos os protocolos recomendados pelas autoridades de Saúde: manter o distanciamento social, usar máscaras protetoras e manter uma higiene pessoal e de objetos conforme as diretrizes dos sanitaristas. 

Mas, acima de tudo, como cristão que sou, assim como quase 90% da população do Brasil, entendo que o que mais precisamos neste momento é nos voltarmos a DEUS de todo o coração, que é O Médico dos Médicos, reconhecendo que somente ELE tem todo o Poder; orando; intercedendo e pedindo que CRISTO possa abençoar, curar, guardar e dar o consolo aos nossos entes queridos, amigos e demais concidadãos que estão enfrentando também este contexto desafiador, especialmente os enlutados, ou seja, aqueles que perderam algum familiar ou amigo nesta verdadeira guerra invisível. É preciso ter , orar e agir! É necessário acreditar em dias melhores, fazendo a nossa parte e contribuindo para tal. É necessário que as autoridades, independente de ideologia política ou qualquer outra questão menor, se mobilizem 100%, seja nas esferas federal, estadual ou municipal, sendo poder executivo, legislativo ou judiciário; todos em união de esforços, com um trabalho alinhado em prol da nossa população, que clama por socorro. Força, Amazonas! Força, Manaus!

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