Follow-Up – Jefferson Péres

Diante da dimensão do homem público que sempre pautou seus atos pela ética e pelo comportamento ilibado, a coluna Follow-up Empresarial não poderia deixar de publicamente prestar sua homenagem ao amazonense José Jefferson Carpinteiro Péres.
Falecido de forma súbita na sexta-feira passada (23.05.08), o senador Jefferson Péres deixa um legado moral que engrandece o Amazonas e o Brasil. A comoção que tomou conta de todos os quadrantes da nação dá uma idéia de quanto esse homem público era admirado graças à competência e posições firmes, rigorosamente éticas, que sempre assumia em suas posições no Congresso Nacional.
Esse legado de probidade e retidão deveria servir de exemplo e de reflexão à classe política, para induzi-la a elevar seus padrões de comportamento ético. No desenvolvimento de uma sociedade, a dedicação incondicional à causa pública é um ativo intangível essencial, o que faz do senador uma espécie de herói nacional.
Com lucidez e preparo intelectual, o pensador social Jefferson Péres progressivamente sedimentou sua crença de que o sistema econômico baseado na livre iniciativa era o mais eficaz instrumento para gerar renda e riqueza. Em economia, era um liberal autêntico.
Ao lado de suas convicções da excelência da economia de mercado, foi um ardoroso defensor do papel fundamental da educação no processo de mudança social. Com clareza, também vislumbrou a importância da modernização da máquina estatal. Além de competente, a administração pública deveria estar livre dos tentáculos da corrupção que hoje grassa no país.
Por tais qualidades, raras no Brasil de hoje, a classe empresarial do Amazonas expressa publicamente seu pesar por essa inestimável perda. Ao mesmo tempo, faz votos de que a vida de José Jefferson Carpinteiro Péres sirva de exemplo à classe política e à juventude brasileira.

Injustiça tributária  
O sistema tributário brasileiro tem sua base de arrecadação concentrada nos impostos indiretos, que incidem sobre o consumo. Os impostos diretos, que taxam a renda (IR), são mais sujeitos à evasão. A atual legislação define apenas duas alíquotas para gravar as faixas de renda de pessoas físicas: 15% e 27,5%. Entre 1983 e 1985, o país tinha 13 faixas de renda com alíquotas que chegavam a 60%. Países desenvolvidos, que oferecem serviços públicos de melhor qualidade, têm maior número de faixas. Na França, há doze faixas diferentes, com alíquotas que chegam a 57%. Nos Estados Unidos, cinco faixas, com alíquotas de 15% a 39,6%. Na Áustria, também com cinco faixas, as alíquotas variam de 2% a 50%. Na Argentina, há sete faixas, variando de 9% a 35%. Uma ampliação do número de faixas, com alíquotas crescentes em função do tamanho da renda, poderia aumentar a progressividade da carga tributária brasileira, tornando o sistema menos injusto. 

Preservação da natureza 
Em livro recentemente lançado nos EUA, Aaron Bernstein, pesquisador da universidade Harvard, diz que a cura de doenças no futuro poderá ser encontrada nos recursos da natureza. A cura do câncer, por exemplo, pode estar em alguma planta da Amazônia, ou do cerrado, ou da mata atlântica, ou de qualquer outro ambiente selvagem. Segundo o pesquisador, cerca da metade dos medicamentos mais importantes da medicina foram desenvolvidos a partir de moléculas encontradas na natureza; e é provável –ou quase certo– que outros serão descobertos no futuro. Essas moléculas podem estar na seiva de uma planta, na pele de um sapo, no veneno de uma aranha ou nas enzimas de uma bactéria. São segredos que só a natureza pode revelar com intensas pesquisas científicas. Trata-se de um importante argumento que se soma à série de outros que justificam a necessidade de preservar a natureza para as próximas gerações.  
 
Demência e obesidade 
Todos sabem os malefícios que a obesidade acarreta à saúde: problemas circulatórios, diabetes, artroses etc. Recentemente, um estudo publicado na revista Neurology, da Academia Norte-Americana de Neurologia, concluiu que indiví

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