FNO tem para a cheia R$ 350 mi

O Condel (Conselho Deliberativo) da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) aprovou em reunião extraordinária a liberação de R$ 350 milhões –por meio do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte)– para atender produtores e empresários prejudicados com a cheia que invade o território da Amazônia. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, presidiu o encontro que também contou com a presença de outros nove representantes da Amazônia Legal.
De acordo com o secretário de Fundos Regionais do Ministério de Integração, Jenner Guimarães do Rego, o pedido de abertura do crédito emergencial já foi aprovado, precisando apenas da confirmação do Conselho Monetário Nacional. O prazo para aprovação é de oito a dez dias. A partir desse prazo, os pedidos de financiamento já poderão ser solicitados nas agências do Basa (Banco da Amazônia).
A margem de financiamento começa em R$ 12 mil para agricultores familiares, com taxa de juros de 1% ao ano e prazo de dez anos. No caso dos agricultores não-familiares, o limite é de R$ 100 mil, a alíquota salta para 3,5% ao ano e o prazo cai para oito anos. Em ambos os casos, a carência é de até três anos. Para as demais atividades (comércio, prestação de serviços e setores da indústria), o limite permanece em até R$ 100 mil com 3,5% de juros ao ano e prazo de cinco anos, tendo um ano de carência.
Para o ministro, a liberação de verba oferecida pelo FNO vem para assistir aos produtores e todas as culturas afetadas em conseqüência das cheias nos rios da Amazônia. “Este é um valor inicial. Ainda teremos mais 60 dias para mensurar finalmente os prejuízos com o desastre”, explicou. O financiamento deve ser voltado para operações de custeio agrícola, pecuário, capital de giro ou para recuperação de instalações físicas das empresas.
O presidente da Faerr (Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima), Almir Morais Sá, destaca que o valor autorizado para financiamento dos agricultores ainda é muito baixo e que a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) precisa reivindicar por linhas especiais de crédito maiores.
Por ora, o superintendente da Sudam, Djalma Bezerra Mello, deu-se por satisfeito e alegou que novos projetos têm sido aprovados. “Entre 2007 e 2011, 1.035 projetos foram aprovados e tiveram recursos disponibilizados para o setor produtivo. Em 2012, já são 19 projetos com FDA (Fundo de Desenvolvimento da Amazônia) estimado em R$ 3,8 bilhões”, pontuou.
O governador Omar Aziz comemora o investimento e levanta a importância sobre começar imediatamente as operações de recuperação dos prejuízos causados no interior do Estado. “Precisamos trabalhar duramente para que os empregos sejam retomados, a renda circule e a economia nas áreas atingidas reaqueça”, destacou.

Emergências

Além da aprovação de recursos para financiar produtores agrícolas, comerciantes e setores da indústria, a 11ª Reunião do Conselho Deliberativo da Sudam também foi cenário para a liberação de mais R$ 6,5 milhões para atenderem às necessidades básicas dos principais municípios afetados com a água dos rios.
Com esta nova intervenção do governo federal, sobe para R$ 24 milhões o investimento feito para suprir situações de emergência como: medicamentos, alimentos, água potável, colchões e outros.

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