FNO deve destinar ao AM R$ 260milhões em 2008

Antonio Carlos Benetti

Em entrevista exclusiva ao Jornal do Commercio, o superintendente regional do Banco da Amazônia, Antônio Carlos Benetti, falou sobre o desempenho e a importância da instituição para o desenvolvimento econômico do Amazonas. O dirigente comentou a aplicação dos fi­­­­­nan­­ciamentos na capital e no interior do Estado.

O executivo, que atua na instituição desde 2002 entre Belém e Manaus, expôs a proposta de enfatizar, no próximo ano, a capacitação dos empreendedores antes de liberar o crédito e os projetos da instituição financeira para 2008. Benetti informou ainda que o banco traba

Jornal do Commercio – Como o senhor avalia a atuação do Banco da Amazônia no Estado?

Antônio Carlos Benetti – O Banco da Amazônia completou 65 anos no último 9 de julho. No Amazonas, a instituição opera há 59 anos, atuando em diversos momentos da economia do Estado. Atualmente, trabalhamos em sintonia com a política do governo estadual de conservação ambiental e de desenvolvimento sustentável. Dentro de sua linha de atividade, o banco busca sempre priorizar os empreendimentos que privilegiem o componente da sustentabilidade, sendo que o nosso forte é o apoio às indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus), que são o maior potencial de desenvolvimento do Estado.

JC – Quais foram as aplicações dos financiamentos concedidos às empresas da Zona Franca em 2007?

Benetti – Abriu-se um nicho de mercado muito favorável ao Banco da Amazônia com o advento da prorrogação da ZFM (Zona Franca de Manaus) e com a política das empresas de trazerem seus fornecedores para dentro do pólo. Neste ano, algumas organizações fizeram investimentos para instalação e outras, que já estavam instaladas, ampliaram os seus parques industriais. O papel do banco foi colaborar para a dinâmica da economia do Amazonas, que está centrada no pólo industrial.

JC – A agricultura familiar é outro segmento incentivado pelo banco. Quais as linhas de crédito voltadas para o setor primário em Manaus e no interior?

Benetti – No setor primário, é incentivada principalmente a agricultura de base familiar, por meio de parcerias com os órgãos relacionados. Entre eles estão o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a SDS (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), a Embrapa (Empresa Brasileira de Produção Agropecuária) e o Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas), que é associado à Sepror (Secretaria de Estado da Produção Agropecuária, Pesca e Desenvolvimento Rural Integrado). Nesse ano, os recursos voltados para a agricultura familiar foram de R$ 47 milhões. A projeção é fechar o ano com o total de financiamentos de R$ 27 milhões, considerando os projetos em carteira, sendo que até outubro foi dado, em crédito, cerca de R$ 22 milhões. Mas, o objetivo agora é mudar a maneira como os financiamentos têm sido feitos.

JC – Quais serão essas mudanças previstas no processo de liberação de recursos aos produtores rurais?

Benetti – Há pouco tempo, o crédito era liberado sem análise prévia das vocações dos empreendedores, das condições edafoclimáticas (fatores ambientais como clima, temperatura, tipo de solo etc.), das questões logísticas da região e etc. Assim, era gerada uma série de problemas como falhas no escoamento da produção, obtenção de más colheitas devido à falta de adaptação da cultura ao local e etc. Por isso, é imprescindível determinar a atividade que deve ser desenvolvida em cada área. Desta maneira, estaremos evitando prejuízos futuro.

JC – De que maneira o Banco da Amazônia realizará essa identificação das “vocações dos empreendedores” e a análise das condições da região?

Benetti – Esse trabalho é feito juntamente com os parceiros ligados às atividades rurais, inclusive a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) na aquisição dos produto

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