FMI prevê deficit fiscal de 7,9% em países do G20 em 2009

D dados divulgados pelo relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional), ontem, prevê que os países do G20 (grupo que reúne representantes de países desenvolvidos e dos principais emergentes) devem registrar um deficit fiscal médio de 7,9% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e de 6,9% em 2010.
Parte considerável do deficit fiscal médio no próximo ano reflete as perdas nas operações do setor financeiro nos Estados Unidos.
“O deficit deve se ampliar nas economias avançadas do G20 em 2010, com a redução das medidas anticrise mais que ofuscadas por medidas estabilizadoras automáticas e por aumentos em outros tipos de gastos -principalmente nos Estados Unidos, no Japão e Reino Unido”. O endividamento dos países desenvolvidos dentro do G20, por sua vez, deve chegar a 118% do PIB em 2014.
Se o endividamento se estabilizar nos atuais níveis, isso poderia elevar as taxas de juros em até 2 p.p. (pontos percentuais) sobre os patamares de hoje, segundo o relatório.
Já nas economias emergentes do G20 as políticas fiscais devem ficar mais restritas no próximo ano, refletindo uma combinação de queda nos gastos contra a crise e o crescimento em economias como Brasil, México em Turquia.

Venda de ouro

O Fundo Monetário Internacional anunciou na segunda-feira, em comunicado, que vendeu 200 toneladas de ouro à Índia, ou cerca da metade do total de 403,3 toneladas que o FMI prevê negociar em vários anos para reforçar suas finanças.
A transação com o banco central indiano estabeleceu o pagamento de parcelas diárias entre 19 e 30 de outubro, ao preço de mercado, o que valeu à instituição multilateral 6,7 bilhões de dólares.
A negociação é destinada a reforçar as finanças do FMI para “nos permitir aumentar os empréstimos a países pobres”, comentou o diretor-geral do Fundo, Dominique Strauss-Kahn.
O conselho de administração do Fundo havia dado sinal verde, em setembro, para a venda de um oitavo das 3.217 toneladas de ouro em poder do Fundo Monetário Internacional.

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