Fluxo de dólares está positivo em US$ 491 milhões no mês de julho

O fluxo de dólares entre o Brasil e o exterior está positivo em US$ 491 milhões em julho, segundo dados do Banco Central atualizados até a última sexta-feira. Isso significa que, nesse período, houve mais dólares entrando do que saindo do país.
O número apurado pelo BC é a diferença entre as operações na área comercial e financeira. Na área comercial, o fluxo ficou negativo em US$ 2.686 bilhões. O BC considera também nessa conta os dólares que entram por meio de operações financeiras, como aplicações, investimentos, gastos e remessas. Nesse caso, o fluxo ficou positivo em US$ 3.176 bilhões.
Segundo o BC, algumas empresas estão trazendo de volta ao país os recursos de exportações que estavam no exterior para contratar operações de importação. Isso provoca uma piora na conta comercial e uma melhora no saldo financeiro, por onde entraram esses dólares. No acumulado do ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 3.156 bilhões. No mesmo período do ano passado, estava positivo em US$ 12.5 bilhões.

Intervenções no mercado

O Banco Central também informou ontem já ter comprado US$ 906 milhões em julho no mercado de dólar à vista. Essas compras são aquelas que afetam o nível das reservas internacionais, que alcançaram o nível recorde de US$ 210 bilhões.
O BC também registrou o retorno para as reservas de empréstimos em dólares que venceram nesse período. Foram US$ 1.5 bilhão de operações de recompra, que voltaram no dia 1º de julho, e US$ 427 milhões de empréstimos ao longo do mês.

Dólar volta a subir

A cotação do dólar comercial fechou o dia com nova alta, influenciada pelo mau humor dos investidores no Brasil e no resto do mundo.
A moeda americana encerrou os negócios vendida a R$ 1,904, com alta de 1,16% sobre o fechamento de ontem. Já o dólar turismo subiu 1% nas casas de câmbio paulistas, vendido a R$ 2,02. Mesmo com a alta no preço ao longo de todo o dia, o Banco Central fez leilão de compra de dólares no final dos negócios.
A autoridade monetária comprou a moeda com taxa de corte de R$ 1,9059.
A nova alta da moeda norte-americana foi causada pelo movimento de saída dos investidores estrangeiros na Bovespa, que ontem apresentou um forte recuo. O movimento é semelhante aos vistos nos principais mercados acionários ontem, mas é amplificado com a forte queda nos preços das commodities.

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