Financiamentos realizados pela Caixa crescem 48,2% no Amazonas

Um montante de R$ 42,7 milhões foi aplicado em habitação no Amazonas pela Caixa Econômica Federal entre janeiro e julho de 2008 num total de 484 operações de crédito. O valor representa um aumento de 48,2% ante ao somatório de R$ 28,8 milhões disponibilizados em igual período de 2007.
Os financiamentos foram usados tanto para imóveis novos (na planta), como usados, assim como na aquisição de material de construção.
A maior demanda foi para imóveis de média e baixa renda que estão tendo melhor acesso à casa própria, cujos imóveis estão sendo construídos na área do Distrito Industrial, no São José e na Cidade Nova.
O gerente regional de negócios da Caixa, Carlos Alberto Bonin, comemora o incremento, admitindo que Manaus virou um canteiro de obras. Ele avisa que a meta do banco é dobrar as aplicações de crédito imobiliário até o fim do ano e com isso atingir R$ 70 milhões. “Se tiver demanda, a Caixa não terá nenhuma dificuldade com relação aos recursos”, garantiu, ressaltando que o banco trabalha tanto com recursos próprios como do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Segundo Bonin, a maior demanda de empréstimo foi com recursos próprios da Caixa, que atua de acordo com a capacidade de pagamento do interessado, cujo empréstimo pode variar de R$ 30 mil a R$ 200 mil, dependendo do comprovante de renda. Os recursos do FGTS são subsidiados pelo conselho curador, proporcionando ao mutuário juros mais baratos. O gerente assegurou que qualquer cidadão que trabalha na informalidade pode ter acesso ao financiamento. No entanto, quem tiver três anos cadastrado no FGTS, ou seja, de carteira assinada, além de obter o financiamento ainda ganha um desconto 0,5% na taxa anual.

Projetos desenvolvidos

Como gestora do sistema imobiliário a Caixa trabalha com qualquer segmento empresarial, assim como por meio de parcerias com o poder público estadual, federal e municipal. O banco tem vários projetos desenvolvidos em parceria com a Prefeitura Municipal de Manaus e o governo do Estado, a exemplo do Prosamim (Programa de Saneamento dos Igarapés), abastecimento de água, obras públicas, entre outros.

Empréstimos consignados

Na área comercial, existe uma grande procura para os empréstimos consignados – em folha de pagamento. O convênio é feito entre a Caixa e a empresa que repassa o dinheiro aos empregados. “São empréstimos sem consignação, uma das modalidades mais utilizadas no mercado porque as taxas de juros, que normalmente são em torno de 7%, caem para 2,5%, em média.
O PIM (Pólo Industrial de Manaus) é um grande impulsionador desses negócios imobiliários. De acordo com Bonin, existem varias situações concorrendo para esse otimismo, um deles é a manutenção da ZFM (Zona Franca de Manaus). “A manutenção do modelo tem levado muitas empresas a implantarem filiais aqui e findam operando com o crédito imobiliário para construção de seus galpões”, informou

Construtoras estão estruturadas

O acesso ao financiamento hoje melhorou, principalmente com as empresas da construção civil. Carlos Alberto Bonin disse que, efetivamente, a relação entre o agente financeiro e o tomador do crédito melhorou. Ele explicou que a Caixa buscou racionalizar seus procedimentos, enquanto as construtoras estão melhor estruturadas. Para operar tanto com recursos do FGTS como da Caixa, é preciso passar por uma avaliação financeira e técnica. “Esse processo burocrático se faz necessário porque um agente financeiro não vai liberar dinheiro por um prazo de 30 anos sem analisar esses procedimentos”, justificou.
Bonin informou que, atualmente, um grupo de 15 empresas de construção já passaram pelo processo de análise para atuar com recursos da Caixa e uma média de sete já estão operando na construção de imóveis. Com relação ao crédito para pessoa física, o gerente explicou que o interessado faz uma análise cadastral para verificação da renda, despesas, percentual de comprometimento do orçamento. “A Caixa procurar fechar negócios envolvendo apenas 25% da renda do mutuário (mesmo que a lei diga que pode ser até 30%), por conta das eventualidades. Os financiamentos podem ser parcelados em até 30 anos.

Mercado Aquecido

Com relação a imóveis novos, Bonin aponta que o mercado vai continuar aquecido por um bom tempo, porque as taxas de juros encolheram. “Mesmo com o Copom tendo aumentado os juros nas últimas reuniões, a taxa ainda está em um nível muito abaixo da realidade de alguns anos”, assinalou o gerente, informando que a Caixa opera hoje com SAC (Sistema de Amortização Constante), onde o cliente inicialmente paga uma prestação mais pesada e, com o decorrer do tempo, o valor vai diminuindo. “Se o cliente conseguir pagar as primeiras prestações, efetivamente ao longo do processo vai conseguir”, completou.
A dificuldade de financiamento está na compra de imóveis usados por conta da falta de documentação, principalmente do habite-se, que nem sempre está em dias e o banco não financia um empreendimento que não esteja devidamente documentado.
Quanto à inadimplência, ainda se faz presente nesse tipo de negociação, embora em nível mais controlado. Bonin disse que um trabalho de conscientização do crédito está ajudando a reduzir o calote.
A modalidade de financiamento da Caixa também mudou. Anteriormente o banco atuava com o sistema de hipoteca e hoje trabalha com a alienação, cuja posse do imóvel só é dada após sua quitação. “Se no meio do caminho a pessoa parar de pagar as prestações, a Caixa tem condições jurídicas de tomar o imóvel, o que não é nossa intenção”, assinalou, ressaltando que a retomada de um imóvel para o inadimplente hoje é mais rápida do que no sistema anterior porque a ação era mais demorada, com brigas na Justiça.

BB disponibiliza R$ 5 milhões

De olho nesse filão, o Banco do Brasil acaba de lançar uma carteira na área do crédito imobiliário voltado para aquisição de casas, apartamentos residenciais e comerciais por intermédio do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) como pelo SFI (Sistema Financeiro Imobiliário). O banco está apresentando várias novidades para facilitar o crédito, inclusive fazendo a análise do limite do empréstimo apenas com o contracheque e o valor das contas mensais do interessado. Se o cliente não tiver restrição cadastral, a negociação é feita on-line.
Disponibilizado o valor do limite, o interessado vai procurar o imóvel e assim que fechar negócio entrega a documentação ao Banco do Brasil que prepara o contrato e realiza o pagamento ao vendedor. Só são financiados imóveis com documentação completa, inclusive o habite-se averbado na Prefeitura Municipal de Manaus e no cartório e a matrícula do imóvel.
O superintendente de negócios, João Batista Trindade Filho, e os governos do Amazonas, Acre e Roraima do Banco do Brasil, disse que vários cadastros estão sendo analisados, o que mostra uma demanda pelo novo produto lançado no fim de julho.
Entre as novidades oferecidas pelo BB está o parcelamento das taxas cartoriais no valor de R$ 1.750, uma facilidade para o comprador, que não terá que desembolsar dinheiro na hora de comprar um imóvel.
Outra novidade está na hora de financiar, ocasião em que o cliente pode escolher um mês do ano, como por exemplo, dezembro, e não pagar a prestação, indo o débito para o fim do contrato. Além disso, o banco oferece um período de carência de seis meses para iniciar o pagamento das prestações.
Até então, o Banco do Brasil, que está disponibilizando um orçamento de R$ 5 milhões em todo o pais, não atuava como agente financeiro.
João Batista disse que a entrada do banco é uma forma de ampliar a oferta de produtos para a população. “Vai contribuir para estimular esse comércio, porque o credito imobiliário é importante para o mercado de imóveis, um grande incentivador da economia local”, apontou o superintendente, ressaltando que a construção de um prédio ativa todo o setor produtivo. Segundo João Batista, à medida que o crédito imobiliário é ampliado, as possibilidades de oferecer emprego e renda à população aumentam.

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