7 de maio de 2021

Financiamento imobiliário bate recorde em 2020

Os financiamentos de imóveis no Amazonas com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) avançaram 52,98% em 2020. No total, foram liberados quase R$ 948,80 milhões (2020) contra R$ 620,20 milhões (2019). O desempenho desacelerou 18,56% entre novembro (R$ 141,05 milhões) –o melhor mês do ano –e dezembro (R$ 114,87 milhões), mas se manteve 94,96% acima da marca de 12 meses atrás (R$ 58,92 milhões). Os números foram fornecidos pela Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) à reportagem do Jornal do Commercio. 

A mesma base de dados indica que a média nacional saltou de R$ 78,7 bilhões (2019) para R$ 123,97 bilhões (2020) na mesma comparação de períodos, uma diferença de 57,5%. O volume de crédito contabilizado ao longo do ano passado bateu recorde, superando 2014 (R$ 112 bilhões) –ano de boom imobiliário e Copa no Brasil. Já a média brasileira de dezembro (R$ 17,47 bilhões) foi 26,2% melhor do que a de novembro, além de subir 101,6% ante o mesmo mês de 2019 (R$ 8,66 bilhões), sendo o maior volume desde julho de 1994 –ano de lançamento do Plano Real.

Em sintonia com a alta do crédito imobiliário, especialmente na segunda metade do ano, foram financiadas 3.339 unidades no Amazonas, nas modalidades de aquisição e construção. A expansão foi de 41,72% ante 2019 (2.356). A desaceleração nos financiamentos com dinheiro da poupança não se refletiu na quantidade total de unidades financiadas em dezembro (432 unidades), que foi 30,91% melhor que novembro (330) e 128,83% mais forte do que 12 meses antes (193). 

Em todo o país, a quantidade de unidades financiadas com verbas do SBPE no mês passado (55.900) avançou 20,9% na variação mensal e 76,6% na anual. No total, os agentes financeiros encerraram 2020 com resultado (426.800) 43,2% superior ao de 2019 (298 mil unidades). Nos últimos seis anos, essa foi a maior quantidade anual de unidades financiadas pelo SBPE. Do total liberado em crédito no ano passado, a maior parte – R$ 93,9 bilhões –foi usado na compra de imóveis, sendo 80% deles usados. Os R$ 30 bilhões restantes foram usados para a construção de novas unidades.

Juros e investimentos

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a presidente da Abecip, Cristiane Portela, destacou que o crescimento do crédito imobiliário em 2020 foi favorecido especialmente pela taxa de juros. “O mercado hoje está praticando uma taxa abaixo dos 7% ao ano. Para se ter uma ideia, em um passado recente, essa taxa estava em 11%. Como os financiamentos são de 30, 35 anos, muito mais pessoas têm condições de financiar seu primeiro imóvel, ou trocar o seu por um maior”, comentou.

Outro fator destacado pela executiva está no preço dos imóveis, que já estiveram mais altos no passado, e estão se recuperando agora, embora ainda estejam longe do patamar anterior. Um terceiro motivo seria o retorno dos imóveis como alternativa de diversificação de investimentos, seja por fundos imobiliários, ou diretamente mesmo, dado que os aluguéis estariam dando  retorno de 4,5% a 5% anuais –bem superior aos 2% ao ano da Selic.

“Por último, há um outro fator, que é menos quantificável, que está ligado ao comportamento. Em tempos de pandemia, estamos verificando uma valorização maior do estar em casa. Seja com aqueles que conseguem trabalhar em home office, ou para aqueles que estão vendo lazer direcionado para o lar. O que percebemos é uma procura por residências maiores, mas também um investimento maior no conforto da casa, seja por pequenas reformas, quanto objetos de decoração. Vivemos um momento de valorização do local onde se mora”, concluiu. 

Captação e projeções

Após mostrar desempenho ligeiramente negativo em novembro, a poupança voltou a apresentar captação líquida positiva em dezembro (R$ 15,96 bilhões). Em 2020, somou R$ 125,4 bilhões, recorde na série histórica iniciada em 1994. Na análise da entidade, a performance pode ter sofrido influência da redução dos rendimentos da renda fixa, da diminuição do consumo pelo isolamento social, da maior preocupação das famílias com o ambiente de incertezas, ou mesmo da liberação do auxílio emergencial nas contas de poupança.

A previsão da Abecip é que os financiamentos imobiliários com recursos da poupança continuem a crescer neste ano e alcancem os R$ 157 bilhões em todo o país, uma elevação de 27%. A associação também estima uma expansão do crédito imobiliário com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Em 2020, os empréstimos a partir dos recursos do fundo chegaram a R$ 53 bilhões e, para 2021, a previsão é que o montante fique em R$ 56 bilhões.

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança cresceram 57,5% em 2020 na comparação com o ano anterior, segundo levantamento daAbecip ( Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Foram liberados R$ 124 bilhões em recursos SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) ao longo do ano passado. 

Em 2019, os financiamentos imobiliários feitos com recursos do SBPE somaram R$ 78,7 bilhões. O volume de crédito para aquisição de imóveis, concedido em 2020, superou os R$ 112 bilhões de 2014, que era o recorde até então. 

Em dezembro de 2020, o financiamento imobiliário alcançou os R$ 17,5 bilhões, mais do que o dobro dos R$ 8,7 bilhões registrados no mesmo mês de 2019.

Do total liberado em crédito no ano passado, a maior parte –R$ 93,9 bilhões  foi usado na compra de imóveis, sendo 80% deles usados. Os R$ 30 bilhões restantes foram usados para a construção de novas unidades.

A partir do desempenho do setor, a previsão da Abecip é que os financiamentos imobiliários com recursos da poupança continuem a crescer neste ano e alcancem os R$ 157 bilhões, uma elevação de 27%.

A associação também estima uma expansão do crédito imobiliário com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Em 2020, os empréstimos a partir dos recursos do fundo chegaram a R$ 53 bilhões e, para 2021, a previsão é que o montante fique em R$ 56 bilhões.

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