Financiadora imobiliária faz corte de funcionários

A Countrywide Financial -maior financiadora imobiliária dos EUA – começou a demitir funcionários nos setores ligados à captação de novos clientes para empréstimos, segundo reportagem de ontem do diário americano “The Wall Street Journal”.
Segundo a reportagem, funcionários da Full Spectrum Lending -uma divisão da Countrywide- receberam um e-mail na sexta-feira, enviado pela gerência da empresa. A Full Spectrum lida com hipotecas chamadas Alt-A, uma categoria entre as hipotecas de alto risco (ou “subprime”) e de baixo risco (ou “prime”), que reúne clientes que não têm como comprovar sua renda.
O e-mail, segundo o “WSJ”, tratava de demissões feitas na própria sexta-feira mas não especificava o número de funcionários que seriam demitidos. A Full Spectrum tem cerca de 6.800 pessoas trabalhando na área de novos empréstimos, em um total de 18 mil pessoas nessa função dentro da Countrywide, segundo documento registrado na SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado de capitais norte-americano).
Na quinta-feira, a Countrywide tomou um empréstimo de US$ 11,5 bilhões para reforçar sua liquidez (oferta de dinheiro), devido ao temor causado pelos créditos de risco. Um dia antes, os papéis da empresa tiveram queda acentuada com os rumores de que não conseguiu obter recursos no mercado de “commercial papers” (nota promissória emitida por uma empresa para captar recursos de curto prazo – de 30 dias em média).
Os “commercial papers” são um recurso à disposição principalmente de empresas consideradas pelas agências de classificação como de baixo risco.

Produtos chineses

O comissário de comércio da UE (União Européia), Peter Mandelson, disse que a retirada do mercado europeu de produtos chineses que descumpriam os requisitos de segurança da região não tem motivação política, nem “é um pretexto para o protecionismo”.
Em comunicado, Mandelson respondeu às acusações neste sentido de um alto funcionário da administração chinesa no fim de semana passado em entrevista à televisão de seu país, disseram fontes da UE. Mandelson disse que, “se alguém na China quer criar o pretexto para tomar represálias, a União Européia responderá nos termos mais contundentes”. Durante as últimas semanas, a Mattel -maior produtora de brinquedos do mundo- retirou do mercado milhões de produtos fabricados na China e que continham peças perigosas. Na última terça-feira, a empresa anunciou que 18,6 milhões de unidades deveriam ser recolhidas no mundo.

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