Finame terá dotação suplementar de R$ 1,1 bilhão

Aumento da oferta de recursos para a linha de crédito destinada ao financiamento de máquinas e equipamentos se deve à pressão da demanda

A linha de crédito BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial), pela qual o banco de fomento financia a aquisição de máquinas e equipamentos com juros subsidiados, receberá uma dotação suplementar de R$ 1,1 bilhão este mês diante da alta demanda pelos recursos registrada no início de 2011, às vésperas do fim do prazo das atuais condições do PSI (Programa de Sustentação do Investimento). Os recursos virão de sobras das dotações de outras linhas do PSI, como as de inovação e exportação, em remanejamento autorizado pelo Tesouro Nacional.
Na semana passada, o BNDES havia suspendido o recebimento de pedidos de crédito pelo PSI depois que a perspectiva de prorrogação do programa em março com reajuste da taxa de 5,5% da maioria das linhas provocou uma corrida dos agentes financeiros para garantir contratos nessas condições.
Na sexta-feira, 4, o governo confirmou a prorrogação do PSI até dezembro, mas com elevação das taxas para até 10% ao ano. Segundo o superintendente de Operações Indiretas do BNDES, Claudio Bernardo de Moraes, a verba adicional será dividida entre os pedidos dos bancos que repassam mais recursos do BNDES e eles farão a seleção dos projetos prioritários a serem atendidos nas condições atuais.
O PSI tem uma dotação de R$ 134 bilhões para ser executada até o dia 31 de março. O banco já tem cerca de R$ 125 bilhões em crédito aprovado, dos quais R$ 90 bilhões já foram liberados. O PSI foi criado em julho de 2009 e teve uma segunda fase iniciada em meados de 2010 com a elevação dos juros em um ponto percentual.
Daqui para frente, o banco examinará pedidos de financiamento sob as novas condições do PSI, cujas operações só poderão ser contratadas a partir de 1º de abril. Para essa terceira fase, chamada pelo BNDES de PSI 3, o banco disponibilizará até R$ 75 bilhões em crédito, dos quais R$ 55 bilhões virão de um novo empréstimo do Tesouro Nacional.
“Com esse remanejamento, eliminaremos o estresse causado pela procura elevada pela Finame para garantir as taxas mais baixas e vamos conseguir uma transição tranquila para o PSI 3, sem parar ou causar dano à indústria de ônibus, caminhões ou bens de capital”, afirmou Moraes em entrevista coletiva hoje na sede do banco.

Participação reduzida

O BNDES informou na sexta, que reduziu em 10% a participação máxima do banco em financiamentos. Com isso, nenhuma linha ou programa do banco financiará 100% do total de investimentos de cada tomador. O teto passa a ser de 90%, que será utilizado nos setores considerados mais prioritários como apoio à inovação, micro e pequenas empresas, projetos sociais e de infraestrutura no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

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