Fim da safra de cana estabiliza preço do álcool nos postos

Os preços do etanol praticados, que alcançaram níveis consecutivos de baixa num patamar de até 11% desde o início do segundo semestre, reagiram à demanda e fecharam com leve oscilação entre R$ 1,685 e R$ 1,732 nos postos da capital amazonense.

O estudo é do Sindicam (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois e Gás Natural do Estado do Amazonas) com base nos dados do desempenho mensal de mercado apresentado pelo Ticket Car.

Segundo o presidente do Sindicam, Luiz Felipe Moura, o Amazonas apareceu no índice do Ticket Car entre os 12 Estados brasileiros nos quais a alta nos preços do álcool não afetou a demanda do consumidor, já que ainda apresenta 30% de vantagem em relação ao preço da gasolina local.

Embora tenha ratificado o desvínculo da entidade em relação à disputa de mercado entre os associados, o presidente reconheceu que muitas vezes a maioria dos postos da capital teve de aplicar valores abaixo do comum para concorrerem em pé de igualdade com não-filiados durante o período da alta na safra de cana.

Mas, de acordo com o executivo, a chegada das férias e do período chuvoso, em novembro, pode impactar o desempenho do consumo de álcool nos postos, já que o fim da safra coincide com a alta nos preços praticados pelos fornecedores de Mato Grosso e São Paulo.

“É fato que o preço do álcool combustível diminuiu o ritmo de queda que vinha apresentando nos últimos meses, mas os donos de postos da capital amazonense só sentimos esse reflexo a partir de novembro, quando começarem de fato as festas de fim de ano”, completou o sindicalista.
Sobre a prática de redução do preço, Luiz Moura disse que é uma prática nociva à política adotada pelos postos de distribuição em Manaus.

Produto é tido como um dos preferidos nas bombas

Apesar disso, o dirigente disse que o álcool ainda é um dos mais preferidos na composição das bombas, pois dos 250 locais de abastecimento, 90% trabalha com a venda de álcool. “A falta de fiscalização adequada permite a prática abusiva de dumping ou das promoções sazonais bruscas em Manaus, onde mais de 65 estabelecimentos, ou algo em torno de 20% do total de postos de combustível, já trocaram de proprietários este ano”, criticou Luiz Felipe Moura.

O presidente do sindicato asseverou que as promoções sazonais parecem ser uma alternativa encontrada por alguns empresários locais para driblar a decisão judicial na 4ª Vara Cível, no início deste ano, cujo resultado praticamente forçou ao tabelamento dos preços do combustível em Manaus. “Pela decisão do juiz, os postos só podem ganhar 15% em cima da nota fiscal mais a CPMF e o frete. Ir além desses ganhos, é considerado ilegal”, explicou.

No estudo do Ticket Car, São Paulo continua sendo o local mais econômico para a utilização de álcool, já que o preço do derivado da cana-de-açúcar é 52% menor do que o valor cobrado por litro da gasolina. Goiás, Mato Grosso, Paraná, Brasília, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro completam a lista. “O gasto com combustíveis é um dos principais custos de uma frota. É preciso tomar cuidado, pois apesar de mais barato, a autonomia do veículo com o álcool é em média 30% menor. Assim, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% menor”, explica Marcelo Nogueira, gerente de negócios do Ticket Car.

O Ticket Car, produto de gestão de despesas de veículos da Ticket e líder do segmento no Brasil, faz mensalmente esse levantamento no qual aponta aos seus clientes, os Estados em que vale a pena o uso do álcool combustível nos veículos de sua frota e aqueles onde é mais vantajosa a utilização da gasolina. Além de reduzir os custos com abastecimento, os dados fornecidos também são úteis no momento de definir se vale ou não a pena comprar automóveis bicombustíveis em cada região.

Para se chegar a essa conclusão, os pesquisadores do Ticket Car verificaram junto aos mais de oito mil postos credenciados à rede, os preços médios dos dois com

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