16 de abril de 2021

Não só no Ministério da Educação deve um país fulcrar sua importância para o bom desenvolvimento de vários segmentos, notadamente o econômico. A educação é o nascedouro da boa formação dos jovens, dos futuros professores e de todos os profissionais. Suas necessidades sempre foram relegadas a uma situação de desconforto ao longo dos últimos 20 anos, a ponto de termos hoje um ensino carente de bons professores.

E, como consequência, não temos uma educação de qualidade onde os jovens obtivessem uma formação acadêmica, profissional e humana que os inserissem no mercado de trabalho aptos a exercerem suas profissões. Assim, o Brasil com esse “status quo” e sem um planejamento deixara de caminhar para o desenvolvimento. Todos sabem que na educação reside o fundamento de um povo.

Mas não se pode criticar o presente sem que se analise o passado, até porque se temos hoje jovens despreparados, consequentemente a culpa vem de inúmeros governos anteriores que abandonaram a verdadeira qualidade do ensino e nunca se preocuparam com a formação cultural dos professores desde, praticamente, a década de 1980 para cá. Por isso, só criticar a nada conduzirá.

Basta de opinião com viés ideológico, uma vez que a maioria das Universidades públicas há décadas foram aparelhadas por reitores e professores que pouco contribuíram, mas muito influíram. Criticar o governo federal hoje sem olhar para o rabo da ineficiência e da omissão dos ex-presidentes comunistas é distorcer a triste realidade do presente, que nada mais é do que o que  restara de um passado de triste memória.  

Bolsonaro, dentro de sua sinceridade e honestidade de propósitos, acaba de reconhecer: ”a educação brasileira está horrível”. Ocorre que os derrotados nas urnas só ocultam a verdade ou distorcem o conteúdo do fato.

Há  outro tema na pauta do Judiciário: abuso do poder  de autoridade religiosa nas eleições, por envolver as liberdades de partidos e dos que dirigem igrejas. Assim, tanto dirigentes de partidos políticos como autoridades religiosas não deveriam ultrapassar o livre direito de escolha dos eleitores, uma vez que a liberdade do voto faz parte da democracia; assegurando ao eleitor sua plena autonomia.

Contudo, o Min. Facchin entende que: “a intervenção de associação religiosa nos processos eleitorais deve ser observada com zelo, visto que as igrejas e seus dirigentes possuem um poder de aptidão para enfraquecer a liberdade do voto e debilitar o equilíbrio entre as chances das forças em disputa”.

Data venia” desse entendimento distorcido até porque não se pode menosprezar a inteligência dos fiéis praticantes de suas respectivas religiões, deveria o Ministro ter-se reportado ao que os lulopetistas, leiam-se: comunistas, sempre fizeram no nordeste com a criação de “currais eleitorais”, onde abusaram da liberdade de livre escolha, transformando todos os pobres e incautos eleitores de um desconhecido que lá surgia de 4 em 4 anos em eternos miseráveis.

Se houvera coação moral esta sempre residira junto ao nosso pobre povo nordestino, fruto da má-fé de políticos que sempre usaram da ascendência imoral para violentar a consciência dos humildes eleitores. Lá, sim, sempre houvera o abuso do poder econômico em desfavor da liberdade do voto. Infelizmente, não há como comparar o grau de escolaridade do povo humilhado com o que possuem os cristãos praticantes de diversas religiões. Porém, há de se registrar: antes tarde do que nunca. 

Afinal, aplicar a lei deve ser para todos e não somente para as igrejas e templos. Manipular não pode ser equiparado a recomendar. Porém, mais do que isto deve a Justiça Eleitoral se preocupar com a efetiva fiscalização prévia em todo o nordeste onde realmente se violenta o caráter e a dignidade do ser humano, o qual nunca exercera a livre escolha de seu candidato.

Olhemos para um futuro mais honesto, posto que só assim teremos todos a liberdade de votar e não apenas os mais esclarecidos e conhecedores de seus direitos. O povo brasileiro não suporta distorções, nem omissões, muito menos tendenciosidade.    

Acordar hoje para um suposto abuso sem admitir  o que já existia há décadas é reconhecer que se fizera “vista grossa” a atos praticados com torpeza de comportamento; o que não se compara com o conteúdo de cultos e missas direcionados a fiéis que espontaneamente frequentam igrejas e templos.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é Ex- Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 – OAB/AM-A-29  

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