Filha de Serra aponta falsificação em procuração para quebrar seu sigilo

A filha do candidato a presidente José Serra (PSDB) não reconhece a assinatura atribuída a ela usada num documento usado para quebrar seu sigilo fiscal na delegacia da Receita de Santo André (SP).
Segundo a reportagem apurou, a empresária Verônica considerou a assinatura no documento uma cópia grosseira da sua. Em entrevista na edição de hoje da Folha de S.Paulo, a analista tributária Lúcia de Fátima Milan admitiu ter acessado a declaração de renda, mas a pedido da própria Verônica e com uma procuração registrada em cartório.
Ao analisar o documento, Verônica viu que não era sua a assinatura. A procuração com a assinatura “falsificada” deu autoridade a Antonio Carlos Atella Ferreira para pedir a cópia das declarações de Verônica de 2008 e 2009.
Antonio Carlos teve quatro CPFs cancelados por multiplicidade -usados ao mesmo tempo- nos últimos anos. Os CPFs haviam sido emitidos em Estados diferentes -além de dois em São Paulo, tinha um em Rondônia e outro no Paraná.
Antonio Carlos também tem 27 cheques sem fundo registrados e dois protestos em cartório contra ele. De acordo com investigadores, são indícios característicos de um estelionatário.
Qualquer contribuinte pode exigir uma cópia da declaração e o serviço custa R$ 10. Outras quatro pessoas ligadas a Serra tiveram seus sigilos violados na região, entre eles o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira.
Mais cedo, a Receita confirmou que a procuração havia sido apresentada por Ferreira e a assessoria de Serra afirmou que Verônica não o conhecia.
A Receita diz que a procuração está assinada pela filha de Serra e autorizava Antônio Carlos Atella Ferreira ter acesso aos dados.
Informa ainda que somente se Verônica Serra contestar formalmente a autenticidade do documento, a Receita vai enviar a procuração para a Polícia Federal investigar se é falsa ou não.
Assim, segundo a assessoria do fisco, a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais de Verônica Serra, foi isentada do indiciamento porque teria comprovado que o acesso teve base legal.
Serra classificou de ato criminoso o acesso aos dados fiscais da sua filha. “Se eles fazem isso na campanha eleitoral da Dilma, imagine se ganharem a eleição”, afirmou em entrevista ao “Jornal da Globo” ontem.

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