16 de abril de 2021

Fetagri revela avanços e desafios do setor primário

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Burocracia e taxas altas são entraves para agricultores, diz presidente da Fetagri

Izete Rodrigues

Em entrevista exclusiva ao Jornal do Commercio, a presidente da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Amazonas), Izete Rodrigues, comentou sobre os principais avanços e dificuldades enfrentados pela instituição, assim como denunciou crimes ambientais, incidentes no sul do Estado, e enfatizou a necessidade de se reduzir taxas de juros como forma de alavancar o desenvolvimento rural amazonense.

Jornal do Commercio – Qual a proposta de criação da Fe­­­­­ta­­­gri e sua linha de atuação?

Izete Rodrigues – A Fetagri é uma instituição surgida a partir da necessidade do homem do campo, oriunda das bases dos movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais desde 14 de dezembro de 1975. É uma instituição que está atenta às irregularidades do setor e se prontifica à disposição dos órgãos governamentais para resolver qualquer abordagem de interesse comum. Lança propostas de melhoria da qualidade de vida que atendam aos anseios dos agricultores de todo o Estado.

JC – De que forma a instituição tem atuado concretamente para a validação dos direitos dos trabalhadores rurais frente aos problemas enfrentados pelas comunidades mais distantes?

IR – Cada um dos 62 municípios amazonenses possui um sindicato, com isso as distâncias são encurtadas. Todavia, muitas vezes não temos condições de chegar ou atender toda essa demanda de agricultores. Devido ao processo burocrático representar grande entrave em nosso trabalho, posso afirmar que temos conseguido re­­­­solver pequenos problemas com assentamentos, aposentadorias, benefícios, entre outros, de forma satisfatória. Buscamos a melhor forma de alocar as famílias em seus respectivos espaços junto aos órgãos competentes de acordo com a necessidade das mesmas. A Fetagri faz todo o acompanhamento porque é ela quem representa, de fato, o trabalhador rural.

JC – Quais as dificuldades encontradas e a maior problemática enfrentada pela instituição?

IR – Como federação, encontrei uma instituição desacreditada, tanto em nível sindical, voltada ao contexto municipal, quanto em nível estadual. Tem me custado caro resgatar o nome da Fetagri-AM no meio da problemática rural, mas temos obtido êxito. Procuramos defender os interesses de nossa classe e temos atua­­­do junto às instituições governamentais, buscando melhorias do processo de produção e de vida. Mesmo onde os programas não chegam e os técnicos não atuam, há uma entidade representativa, um sindicato ou associação que tenta, sob diversas dificuldades, fazer o papel de porta-voz dos trabalhadores rurais.

JC – Qual a sua avaliação sobre o desempenho da instituição em 2007, tais como as conquistas de destaque no cenário rural amazonense?

IR – Como movimento sindical, precisamos melhorar muito em termos de escoação de produção e assistência técnica, formada por pessoas honestas e comprometidas de fato com a causa rural. Os principais avanços que a instituição pode expor como positivos para os dez meses de atuação em 2007 são as manifestações popu­lares, como a Marcha das Mar­garidas e Grito da Terra. Ações voltadas a defender os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, as aposentadorias especiais, de 55 anos para as mulheres e 60 para os homens, com direito ao 13º salário e todos os outros benefícios. Conseguimos manter esses direitos. Depois de um grande processo judicial, foi criada recentemente a Secretaria da Juventude, uma estrutura legal que representa o jovem agricultor e viabiliza condições de financiamento.

JC – As linhas de crédito ofertadas têm atendido os trabalhadores rurais?

IR – Acredito que as constantes mudanças de ministros e abalos políticos pelos quais o país passou ultimamente prejudicaram e dificultaram bastante a obtenção de crédito. Os processos burocráticos se tornaram mais complexos e tendem a restringir o acesso do homem simples, muitas ve

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