15 de maio de 2021

Festival de Gastos na Câmara e na Assembleia

Com chances de reeleição reduzidíssimas, os presidentes da Câmara Municipal de Manaus, Isaac Tayah, e da Assembleia Legislativa, Ricardo Nicolau, ambos do PSD, preparam-se para promover uma série de gastos

Com chances de reeleição reduzidíssimas, os presidentes da Câmara Municipal de Manaus, Isaac Tayah, e da Assembleia Legislativa, Ricardo Nicolau, ambos do PSD, preparam-se para promover uma série de gastos nestes últimos dias de dezembro, para utilizar todos os recursos a que têm direito e não deixar sobras para os sucessores. Para quem quer acompanhar a gastança dos dois, a dica é ficar de olho em uma modalidade de compra muito utilizada no serviço público: a carta-convite. Trata-se de um tipo de licitação direcionada para poucas empresas “convidadas”, que pode ser realizada para despesas de até R$ 80 mil.

Aliviado

Aliás, Tayah esteve esta semana no Tribunal de Contas do Estado, em audiência com o presidente Érico Desterro, para tratar da polêmica questão do novo painel eletrônico, que ele acaba de comprar pela bagatela de R$ 1 milhão. O objetivo da visita foi evitar uma ação do Ministério Público de Contas. O vereador saiu da conversa aliviado, mas ainda terá muita dor de cabeça com entidades da sociedade civil que começam a se mobilizar para barrar o pagamento.

Mais uma

Não satisfeito com a polêmica do painel, Tayah pode se envolver em outra. Havia forte mobilização ontem na Procuradoria e na Diretoria-Geral da Casa para renovar por seis meses o contrato da empresa Lay Out, que administra a TV Câmara e foi acusada pelo corregedor da Casa, Wilton Lyra, de não honrar compromissos com funcionários nem disponibilizar os equipamentos necessários para o funcionamento do veículo, que a bem da verdade funciona precariamente. O compromisso venceu no dia 1º deste mês e o correto seria lançar nova licitação para a contratação de uma empresa idônea.

Dívidas

A Lay Out, que também administra o vídeo release da Prefeitura de Manaus, vem enfrentando uma enxurrada de processos trabalhistas e teve a sua conta bancária bloqueada por conta da derrota em um desses contenciosos, no valor de R$ 220 mil. A ação foi movida por um editor de imagens dispensado da prefeitura depois de seis anos de serviço prestado, durante os quais sua carteira não foi assinada. E é só o fio da meada. As dívidas da empresa se avolumam.

Jair de novo

O atual presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Jair Souto, garantiu praticamente a continuidade à frente do órgão por mais um mandato. Na noite de terça-feira (4) os prefeitos aprovaram uma mudança no estatuto da entidade que vai permitir a eleição de ex-prefeitos. Com isso, Jair, mesmo sem mandato, deve continuar o trabalho que vem realizando.

Casuísmo

A mudança do estatuto foi criticada por alguns prefeitos que preferiram o anonimato. Para esses, a mudança é casuística e imoral. Para eles, a mudança deveria ser feita só no próximo ano, após a posse dos novos mandatários municipais.
Apoio total

A fumaça branca começa a aparecer na chaminé da Aleam. Isso significa que o entendimento sobre a eleição do futuro presidente está próximo. Uma reunião entre 12 parlamentares fechou questão contra a PEC da reeleição e apoio total ao deputado Marco Antonio Chico Preto, do PSD, partido do governador Omar.

Cardeais

Além de Chico, o G12 é formado por Vicente Lopes, Belarmino Lins, Marcos Rotta, Wanderley Dallas (PMDB), Adjuto Afonso (PP), Sinésio Campos e José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PSB), Luis Castro (PPS), Vera Castelo Branco (PTB) e Wilson Lisboa (PCdoB).

Supremo

De acordo com um dos cardeais, o G12 assinou um protocolo de compromissos de garantir estabilidade para o governo Omar. Além disso, se preciso o grupo vai ao Supremo para barrar a reeleição. Eles se baseiam no Artigo 57 parágrafo 4 que proíbe a reeleição na Câmara e no Senado.

“Tô fora”

Os vereadores Massami Miki (PSL) e Marcel Alexandre (PMDB) foram ontem a Brasília consultar o senador Eduardo Braga (PMDB) sobre um possível envolvimento deste na eleição para a Mesa da Câmara Municipal de Manaus, como aconteceu em 2010. Ouviram um sonoro “tô fora” e saíram de lá desanimados para continuar mantendo o grupo que derrotou a chapa governista, -sensação política do Estado naquela época.

Explicando

Velha raposa política, Eduardo Braga tem uma explicação simples para não se envolver este ano. Em 2010, ele entendia que o prefeito Amazonino Mendes estava desgastado com a população e uma disputa com ele seria bem vista pela maioria. Agora, o prefeito eleito Artur Neto curte lua de mel com o povo e seria ruim entrar numa disputa assim, que poderia ser vista como uma forma de tentar atrapalhar desde o início o trabalho dele.

Escaldado

Aniversariante do dia -completa 52 anos hoje-, Braga não pretende se envolver mais em nenhuma disputa este ano, nem pela presidência do Senado. Escaldado com a derrota eleitoral sofrida em Manaus, vai procurar passar ao largo de polêmicas o máximo que puder. Entrou definitivamente numa fase “paz e amor”, inaugurada na reunião da bancada.

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