A educação é intrínseca ao ser humano. Ela é a seara de todo(a) professor(a) que busca realizar feitos insignes e dignos de louvores. Não conheço ninguém que não goste de uma pessoa educada, gentil, cortês; que não seja tocada por uma pessoa respeitosa e boa de convivência. Oh extraordinária educação, que numa abandona seus filhos prediletos, os professores, os educadores, que por extensão e por natureza deve ser democrática. 

No campo educacional, nada é possível sem sonho, vontade, esperança, força e fé. Tudo em nossa vida é possível, basta querermos, desejarmos, que o impossível se torna possível. Para isso, basta o homem lutar, que o conhecimento é para todos, fazendo desaparecer as desigualdades e as mazelas entre os humanos, sim, esse desejo é possível, basta querermos!

De fato, para onde vamos, onde estamos, o que fazemos, pensamos e somos, à educação nos segue, persegue e distribui todos os seus dons, toda a sua grandeza, graça e beleza. Sem educação seríamos monstros, bárbaros, talvez! E o que dizer daqueles que recebem as melhores oportunidades educacionais na vida e as desperdiçam? 

Certamente à vida seria muito difícil se não existisse educação! A verdadeira educação torna à vida mais alegre, colorida, divertida… Educação, vida e ação nunca se separam! Foi pensando exatamente assim que um dia desses, de muito calor em Manaus, eu e um amigo meu, de longa data, nos reunimos, no Bar do Amando, no Centro da Capital do Amazonas, para comemorar o sucesso do lançamento do livro: “Jesus e Ajuricaba na terra das amazonas – Histórias do universo amazônico”, o meu quinto “voo” no campo literário!

Era por volta das 17 horas, quando tranquilamente estávamos saboreando aquele bacalhau com arroz branco e brócolis, obviamente, regado com aquele tradicional vinho português e uma cerveja estupidamente gelada. Tudo transcorria normalmente quando em um dado momento tivemos a nossa atenção voltada para uma mesa ao lado onde alguns senhores, que pareciam já estarem um tanto o quanto “calibrados”, em voz alta, metiam o pau no “mito”, que é o amado presidente do meu amigo. 

Foi quando ele, meio que revoltado com aquilo que eles estavam falando dele, disse-me: – Você está vendo só a total falta de respeito que esses infelizes têm pelo nosso presidente? – Eu não estou vendo nada de mais, eles estão apenas manifestando seus pontos de vista sobre o seu mito. – Imagine só se ao invés de nós fossem os filhos dele que estivessem aqui ouvindo isso? No mínimo já tinha quebrado a cara deles com um supetão. – Violência só gera violência, meu amigo! 

E querendo saber mais sobre o que o meu amigo pensava sobre o atual presidente, perguntei-lhe: – Qual dos filhos dele seria capaz de tamanha brutalidade? O 01, o 02 ou o 03? E ele me respondeu, quase que automaticamente: – Qualquer um dos três. Até mesmo o 04 que ainda não está na mídia dava conta de derrubar uns dois desses imbecis no braço. – Será que o 024 dava conta de fazer tudo isso mesmo? – Eu falei 04 e não 024! E completou: – Eu só ainda não consegui entender por que cargas d’água ele, na condição de Presidente da República, fica chamando os seus filhos de “zero alguma coisa”, dando motivo para todo mundo ficar caçoando deles como você fez agora. – É só para zoar – eu lhe disse! 

Observando que o meu amigo falava sério e não querendo contrariar o meu melhor amigo, até porque não se deve perder um amigo, um irmão, um parente, uma namorada ou um namorado, por questões políticas ou religiosas, me limitei a dizer-lhe: – Ele, o “Mito”, faz isso porque na verdade ele sabe muito bem que mesmo sendo um presidente ele não passa de um zero-zero. 

E foi aí que ele soltou essa pérola: – Você está é de sacanagem comigo, eu sei. Mas falando sério, será que ele ainda não se deu conta de que com essa história de ficar chamando seus filhos de 01, 02, 03, 04 isso acaba sendo uma sina para eles, já que é uma prova de que o seu pai na verdade não passa de um zero à esquerda? 

Sabendo que não existe educação de qualidade, política de boa vizinhança, amizade sincera, sem compreender e aceitar a opinião do outro, lhe perguntei: – E tinha que ser justamente à esquerda? E ele, já sobre efeito etílico, me respondeu: – Ninguém merece, né? – Sim, nesse tipo de discussão cada lado sempre perde mais do que ganha. Antes de pedirmos à conta, o meu amigo me disse: – Por isso e por outras que agora eu sou um ex-mitólogo. E caímos os dois na gargalhada!!

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