28 de fevereiro de 2021

Feriado da Pátria traz fôlego para as agências de viagens

Como já era previsto por meio de projeções, o segundo semestre começa trazer bons ventos para as agências de viagens. A menos de uma semana para a chegada do feriado do Dia da Independência 7 de setembro, as vendas de pacotes para quem pretende viajar tem demonstrado desempenho favorável para o setor. 

Nos últimos dias, a agência CVC do Centro, registrou aumento de 70% na procura por pacotes. A demanda segue alta ainda que paguem um pouco mais caro devido a proximidade do feriado. O cenário otimista surpreendeu a agente de viagem Brenda Batista que observa uma crescente além do esperado. “Eu acredito que as nossas ações promocionais  para a venda de alguns produtos especificamente para este feriado, atrairam os clientes. Com isso, muita gente comprou nos meses de junho e julho para embarcar e aproveitar a data”, afirma ela ao perceber que os pacotes para Fortaleza e Gramado estão entre os mais vendidos. “Para Fortaleza o nosso pacote estava em torno de R$ 1,5 mil para quatro dias, entre aéreo, hotel e traslado.

É esse o destino do assessor parlamentar Juli Matos. Há uma semana ele fechou o pacote para quatro pessoas e vai desfrutar de onze dias na capital do sol. O preço foi um pouco salgado porque deixou para última hora. “Estávamos indecisos e ainda receosos com a pandemia. Fui adiando e quando decidi o preço já estava alto. Mas agora é aproveitar e se preparar para repor as energias, fora a vontade que todos estavam de viajar”.  

A demanda reprimida é o grande fator para impulsionar o mercado.  O comportamento do brasileiro sobre viagens futuras na pós-pandemia fez parte de um levantamento realizado pela a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, em parceria com a VPNY (Vou para New York), com mais de 1.300 brasileiros, revelando que 37,8% dos entrevistados tinham perspectivas para viajar até agosto de 2021.

O consultor de viagens Evandro Souza, diz que os feriados, principalmente os prolongados, sempre fez parte dos planos de quem tem o costume de viajar. E isso ficou mais evidente depois do susto causado pela pandemia no país. “Fechamos pacotes com muitos grupos para este feriado e muitos outros para os próximos meses”. No entendimento dele, o feriado do  7 de setembro é o primeiro após a fase ruim da pandemia. E isso é um dos aspectos que tem feito a demanda aumentar. “Nós tivemos muitas perdas. Muita gente cancelou roteiros por conta das restrições. Mas observo um momento de reerguimento para o setor e que tem tudo para voltar a aquecer”, espera Souza, destacando um aumento de quase 60%, após a reabertura das atividades.  

Na contramão 

Para o agente de viagens Thiago Moreira a percepção é outra. De acordo com ele, nem mesmo os preços atrativos ajudou a comercialização dos pacotes. “As pessoas ainda estão inseguras. Para o feriado tivemos estamos com muitas promoções, mas com poucas saídas. Muita gente acho atrativo, mas não embarcou nesse benefício de viagem”. 

Ele diz que não observou a procura por viagens de lazer. E que a maioria dos clientes pretendem viajar só no ano que vem, quando a vacina for liberada. “A nossa empresa lança promoção a semana toda, no entanto, com poucas saídas. Por enquanto percebemos muitas viagens a trabalho”. 

Ele diz que as restrições na liberação da atividade turística ainda travam o setor. O que faz as pessoas, em sua maioria,  remarcar ou cancelar os voos.

Apesar das incertezas, Evelyn Paiva,  proprietária de uma agência afirma que tiveram uma crescente procura, mas não especificamente para o feriado. Para a agência dela, o up foi a venda de um pacote para um grupo de 16 pessoas, tendo como destino a cidade de Recife, marcado para janeiro de 2021. “Nós percebemos um novo comportamento dos consumidores. Estão preocupados em dar mais atenção a família e preferem aproveitar a oportunidade para estarem juntos”. 

Ela concorda que ainda existe insegurança e que muita gente prefere esperar mais um pouco. O que ela percebe em relação a viagens imediatas é o regresso de muita gente para os seus lares. E que o lazer não é uma prioridade. 

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