Feira Internacional de Empreendedores reúne países vizinhos

Nos próximos dias 31 de julho e 1º de agosto, sábado e domingo, o Centro Cultural Palácio da Justiça irá receber a 1ª Feira Internacional de Empreendedores, reunindo 20 expositores imigrantes de três países vizinhos: Venezuela, Colômbia e Haiti, além de brasileiros, a partir do Café Palácio. O evento está sendo organizado pela empresa Brasven Cocktails, da empreendedora venezuelana Nohemi Morillo, que há três anos mora em Manaus e tem desenvolvido um trabalho de apoio não só aos venezuelanos que fogem da decadência econômica de seu país, como a outros imigrantes que chegam a Manaus e buscam por ajuda.

“A Feira apresentará aos visitantes três segmentos de comércio: gastronomia, artesanato e moda, com os três países, e o Brasil, mostrando o que se destaca nessas áreas onde eles nasceram e viveram, e que muitos manauaras desconhecem, então essa será a oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura da Venezuela, Colômbia e Haiti, e desmistificar a ideia de que o imigrante só leva problemas ao país para onde vai”, falou Nohemi.

A venezuelana é bartender e mixóloga. Começou a se interessar em preparar bebidas ainda na Venezuela, na cidade de Valência, onde nasceu e está localizada a mais conceituada escola de bartenders do país, a Academia Cocktail. Ainda na Venezuela, Nohemi começou a trabalhar fazendo drinks e coquetéis e ministrando cursos. Para aprimorar seus conhecimentos, viajou para a Europa, onde trabalhou em restaurantes na Holanda e na Itália. Depois veio para o Brasil e, aqui em Manaus, fez cursos de especialização no Senac. Desde então tem promovido cursos de coquetelaria e dado consultoria para bares e restaurantes, além das ações em prol dos imigrantes.

Mais de 300 imigrantes

Durante a Feira acontecerá um Festival de Drinks, promovido pela própria Nohemi, com venda de licores artesanais, e mulheres haitianas irão fazer tranças nos cabelos dos visitantes. As crianças cantoras da Escola de Música e Canto Quintana apresentarão músicas folclóricas dos três países, e direto do Haiti virá a cantora Gloriane Antoine.

Mulheres haitianas farão tranças típicas nos cabelos dos visitantes – Foto: Divulgação

“A artista plástica Raiane Marques, que faz pinturas de árvores, flores e frutos amazônicos com pincel, em camisas, estará vendendo tanto camisas pintadas, quanto outras que poderão ser pintadas na hora, de acordo com a solicitação do visitante”, revelou.

Através do programa de rádio ‘Yo si soy inmigrante’ e do Face e Instagram ‘Irmão solidário sem fronteiras’, as pessoas poderão se informar sobre o andamento da Feira.

Nohemi já deu apoio a cerca de 300 imigrantes, fornecendo cestas básicas, encaminhando para médicos e direcionando adolescentes para o programa ‘Jovem Aprendiz’, além de, com o apoio do Sebrae, promover aulas de capacitação para gastronomia, coquetelaria, garçom e empreendedorismo. O Crédito Pérola, que concede empréstimos para pequenos e médios empreendedores, participará da Feira.         

A Feira Internacional de Empreendedores funcionará das 9h às 17h, com entrada livre. Áreas externas e internas do Centro Cultural receberão os estandes dos empreendedores.

As comidas típicas

Na Venezuela os alimentos mais usados na culinária são milho, banana, feijão e carnes, destacando-se os pratos papellón criollo, arepa, hallaca, asado negro; e as bebidas ponche crema e rum, com destaque para a cerveja. O consumo desta bebida, por habitante, entre os venezuelanos, é considerado o mais alto da América Latina.

A base da culinária colombiana é o milho, a batata, a mandioca e a banana. Seus pratos típicos são arepa, bandeja paisa, empanadas, frijoles com garra, arroz de coco, ajiaco, lechona, almojabana, patacones, puchero e mazamorra antioquenã. Para beber, café e lulada.

Os pratos típicos no Haiti são raízes, sopas picantes com peixe ou carne, tassot feito de peru, carne de vaca ou de cabra preparada com marinado picante e lagosta, bacalhau à crioula, banana frita e Griot de porc Haitien. Licor de coco é uma das bebidas preferidas dos haitianos.

O artesanato

O artesanato das etnias venezuelanas warao e e’ñepa são bastante ricos. A vida e o sustento do povo warao está interligada à árvore do buriti, com a qual produzem alimentos, vestimentas, casas e artesanatos, estes, feitos com a fibra da árvore. Os e’ñepa manuseiam sementes na confecção de miçangas, colares e pulseiras, talham grafismos e pintam madeiras tratadas que dão origem a arcos e flechas decorativos.

O ponto forte do artesanato colombiano é a confecção de bijuterias. Colares, brincos, gargantilhas, pingentes e outras peças são feitos com metais e pedras preciosas. E ainda tem o barniz de Pasto, técnica de enfeite de diversos objetos de madeira com uma resina especial, extraída da folha do arbusto silvestre de nome ‘mopa mopa’, que é colhida duas vezes no ano na região de Putumayo.

O artesanato haitiano apresenta belas peças em madeira, pedra e couro e telas com pinturas exóticas.

Na moda

Na parte de moda serão disponibilizadas as roupas coloridas, típicas dos três países, que estarão à venda, novas e usadas.

Foto/Destaque: Divulgação

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