Federal Reserve mantém taxa de juros em 2% ao ano nos EUA

O FED (Federal Reserve, o BC americano) decidiu ontem manter sua taxa de juros em 2%, marcando a segunda reunião consecutiva de pausa em sua política de cortes de juros.
O banco reduziu a taxa entre setembro do ano passado e abril deste ano, na expectativa de, ao baratear o crédito, dar um estímulo à economia, afetada pelas crises nos mercados imobiliário, hipotecário e de crédito.
Além dos juros, o governo também adotou outras medidas para estimular a economia e evitar uma recessão -como o pacote de devolução de impostos aprovado pelo presidente George W. Bush, em fevereiro deste ano.

Resultado fraco

Tanto os esforços do FED como os do governo, no entanto, ainda não renderam os resultados esperados. No primeiro trimestre, o governo mostrou diversos ritmos de crescimento para a economia -0,6%, divulgado em abril; 0,9% anunciado em maio; e 1% anunciado em junho (a leitura mais recente, anunciada também na sexta, mostrou revisão para baixo, ficando em 0,9%). Todos resultados fracos. Na semana passada, o Departamento do Comércio informou que a economia cresceu 1,9% no segundo trimestre, abaixo da expectativa dos analistas, 2%.

Pacote de estímulo

O resultado foi beneficiado em parte pelo pacote de estímulo do governo, de US$ 168 bilhões, mas principalmente pelo crescimento nas exportações: o comércio internacional contribuiu com 2,42 pontos percentuais para a expansão da economia.
As exportações americanas cresceram 9,2% no trimestre passado, enquanto as importações tiveram recuo de 6,6%. No primeiro trimestre do ano, o comércio exterior havia contribuído com 0,77 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto).
Já o pacote de estímulo fez com que os gastos do consumidor no trimestre passado tivessem crescimento de 1,5%, contra 0,9% no primeiro trimestre. Os gastos com consumo respondem por cerca de 70% de toda a atividade econômica dos EUA).
Mesmo assim, o impulso não foi suficiente para que a economia como um todo crescesse em níveis satisfatórios.
Na avaliação dos economistas, para os próximos dois trimestres, a expectativa é de resultados ainda mais fracos, uma vez que os fatores que ajudaram o resultado no trimestre passado poderão não estar mais presentes.
O movimento acentuado de desvalorização do dólar perdeu força, o que pode se refletir em um ritmo mais lento de exportações. Além disso, os envios dos cheques do pacote de estímulo já terão terminado.
O governo ainda revisou para baixo os indicadores de crescimento dos dois último trimestres de 2007.
no quarto trimestre, a economia passou de um crescimento de 0,6% para uma contração de 0,2%. Já no terceiro trimestre, a expansão teve ligeiro recuo, de 4,9% para 4,8%. O dado sobre consumo de julho já não trouxe um bom sinal: os gastos dos consumidores caíram 0,2%, quando descontados os efeitos da inflação.

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