18 de abril de 2021

Federal Reserve amplia número de projeções de crescimento

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"A estratégia de comunicação deve passar por modificações, dobrando a freqüência das divulgações de previsões de crescimento, desemprego e inflação, além de estender o horizonte das previsões de dois anos atualmente para três".

A declaração foi feita pelo presidente do FED (Federal Reserve, o BC dos EUA, Ben Bernanke. Sobre a possibilidade do banco vir a adotar metas explícitas de inflação, Bernanke -que apóia a idéia- disse que alguns aspectos dessa prática podem ser “menos adequados” ao Fed, dados os objetivos do banco -controlar a inflação e estimular a criação de empregos.

“(A nova estratégia) dará uma visão mais atualizada dos cenários do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom, no Brasil), irá ajudar consumidores e empresas a entender melhor e antecipar como nossas decisões de política monetária irão responder às informações que nos chegam e irá reforçar nossa obrigação com a prestação de contas”, disse Bernanke, que participou de um evento no Instituto Cato, um centro de estudos em Washington.

Já na próxima semana, quando o Fed divulgar a ata da reunião de outubro do Fomc, o banco irá iniciar a nova estratégia, começando com a divulgação de projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), para a taxa de desemprego e para a inflação. O Fed passará a divulgar quatro projeções por ano.

Atualmente o banco divulga tais projeções apenas duas vezes por ano, em conjunto com os testemunhos do presidente do Fed no Congresso -que costumam ocorrer em fevereiro e julho.

Agora, as divulgações deverão ocorrer também no início do segundo e do quarto trimestres de cada ano.
Além disso, um horizonte de projeções ampliado em um ano, disse Bernanke, “permitirá ao público tirar mais conclusões sobre os julgamentos feitos pelos membros do Fomc quanto à taxa de crescimento do PIB e à de desemprego que a economia pode sustentar no longo prazo”.

A nova estratégia não inclui metas explícitas de inflação -tais como as praticadas pelo BCE (Banco Central Europeu) e pelo Banco Central do Brasil.

O Fed, no entanto, considera adequada uma taxa de inflação entre 1% e 2% ao ano no núcleo dos preços ao consumidor (que exclui os preços de energia e alimentos).
Bernanke não deu sinais sobre as próximas ações do Fed quanto à taxa de juros -atu-almente em 4,5% ao ano. O banco cortou a taxa em setembro, em 0,5 ponto percentual, e em outubro, em 0,25 ponto percentual, a fim de evitar que a crise no mercado americano de crédito, que atinge o mercado financeiro desde agosto, não afete a economia como um todo.

Preços no atacado

O PPI (Índice de Preços ao Produtor, na sigla em inglês) nos EUA registrou uma alta de 0,1% em outubro, recuo expressivo em relação a setembro, quando houve aumento de 1,1%, informou o Departamento do Trabalho.

O núcleo do índice (que exclui os preços de alimentos e energia) ficou estável, após a ligeira alta de 0,1% em setembro. A queda refletiu a deflação nos preços da energia, de 0,8% no mês passado. Os preços da energia têm registrado oscilações significativas desde junho, após a relativa estabilidade observada entre fevereiro e maio deste ano -quando oscilaram dentro do patamar de 3%.

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