13 de agosto de 2022
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Federação defende construção da BR-319

Rodovia

A rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, não deve ter suas obras retardadas em consequência de discussões acerca de ­transformá-la em uma ­ferrovia que ligará o Amazonas a outros Estados brasileiros. Ela deve sim, ser concluída o mais rápido pos­sível para viabilizar a integração por terra ao Estado ao restante do país.
A análise é do presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Eurípedes Lins, que admite não aceitar argumentos que apresentam somente vantagens na construção da ferrovia.
Para Eurípedes Lins, o que está em jogo é o futuro da floresta amazônica e do Estado do Amazonas, daí a necessidade de se colocar em evidência todos os malefícios que poderão surgir com a construção de uma ferrovia. A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, con­forme o dirigente, ficou mundialmente conhecida como a Ferrovia do Diabo, devido às grandes perdas humanas e dificuldades encontradas por seus construtores entre 1907 a 1912.
Conforme o presidente da Faea, embora alguns ambientalistas assegurem que a ferrovia pode ser uma solução com muito menos impacto ambiental e com grande viabilidade econômica, ele ainda aposta na reconstrução da rodovia BR-319, uma vez que já tiveram suas obras iniciadas e poderá ser entregue até o final de 2010, quando termina o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não podemos desistir de concluir este propósito, que custará muito para os cofres públicos, mas logo terá retorno garantido, tanto do segmento agropecuário, como dos demais setores que abrangem a sociedade, que poderá escoar sua produção via terrestre, principalmente dos produtos produzidos no PIM (Polo Industrial de Manaus), que chegariam a um custo bem reduzido em São Paulo, o principal mercado consumidor’’, disse.
Lins destacou ainda que a floresta não será mais prejudicada com novas frentes de desmatamento, uma vez que este corte já foi feito por ocasião na construção da BR-319, no início da ­década de 70. “A construção dessa rodovia não é somente de interesse comercial, mas também está sendo de intensa preocupação por parte da União, já que proporcionará permanente integração no contexto nacional”, observou o presidente da Faea.

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