FED reduz taxa de desconto para tranqüilizar mercados

A taxa é a utilizada pelo Fed em empréstimo de recursos de curto prazo para bancos com dificuldades financeiras.
Quando a taxa é aumentada, os bancos têm que elevar as taxas que cobram para cobrir o aumento do custo do seu empréstimo. Do mesmo modo, quando a taxa de juro é baixada, os bancos têm a possibilidades de cobrar taxas de juros mais baixas nos seus empréstimos efetivados.
O Fed interveio no mercado na última semana, com a liberação de US$ 88 bilhões para o sistema bancário, a fim de evitar uma crise de liquidez.
O temor era de que a atual crise no mercado de crédito imobiliário de risco no país causasse uma corrida de clientes aos bancos para retirarem seu dinheiro. O movimento do Fed, no entanto, teve pouco efeito -as Bolsas americanas e mundiais vêm sofrendo quedas a cada dia devido à crise.
“As condições do mercado financeiro se deterioraram e condições mais estritas para concessão de crédito e um aumento da incerteza tem potencial para restringir o crescimento econômico”, informou em comunicado o Fed.
“Nessas circunstâncias, embora os dados recentes sugiram que a economia tenha continuado a se expandir em um ritmo moderado, o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na silga em inglês, equivalente ao Copom no Brasil) julga que os riscos de baixa ao crescimento cresceram consideravelmente”.
O Fed informou ainda que está preparado para agir como necessário para “atenuar os efeitos adversos sobre a economia surgidos das turbulências nos mercados financeiros”.

FED libera mais US$ 6 bi

O Federal Reserve anunciou também a liberação de mais US$ 6 bilhões nos mercados dos Estados Unidos, a fim de reforçar a liquidez (oferta de dinheiro) das instituições bancárias.
Com a ação, o Fed já injetou US$ 94 bilhões no sistema bancário desde o dia 9 deste mês, devido ao temor de que a crise no mercado de hipotecas de risco no país provoque uma corrida de clientes aos bancos para retirada de dinheiro. A medida também pretende evitar que as taxas “overnight” (que remuneram aplicações com taxas de juros diárias) se distanciem muito da meta da taxa básica do Federal Reserve, 5,25% ao ano.
As taxas das transações “overnight” vinham subindo devido ao aumento do temor entre os bancos de uma corrida por saques: a retirada maciça de dinheiro poderia comprometer a liquidez e a capacidade de um banco de honrar seus compromissos; com isso, a taxa cobrada para empréstimos de um dia entre os bancos foi pressionada.

Confiança do consumidor

A confiança dos consumidores americanos na economia dos EUA caiu neste mês para 83,3 pontos, contra 90,4 no fim de julho. Foi o nível mais baixo em um ano, refletindo a alta do petróleo (e dos combustíveis), a queda nos preços das casas e a turbulência nas Bolsas. O dado -preliminar- foi divulgado pela Universidade de Michigan.
O indicador de confiança deste mês ficou ainda abaixo do esperado pelos analistas, que previam um recuo menor, para 88 pontos.
O indicador baixo mostra que o temor de que as quedas nos mercados financeiros observadas nas últimas semanas -e em particular desde o último dia 9, quando os temores sobre a crise no mercado de crédito imobiliário de risco no país ganhou força- começa a afetar a disposição dos consumidores para gastar.

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