Fed mantém juros em 5,25% ao ano pela nona vez consecutiva

Mesmo com a turbulência no mercado financeiro no país, causada pelos problemas no segmento “subprime” (de maior risco) do mercado de hipotecas americano – e o risco de que esses problemas se espalhem pelo restante da economia -, o Fed manteve o foco nos índices de inflação.
Em junho o CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês) subiu 0,2%, contra 0,7% em maio. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, também ficou em 0,2%, depois de subir 0,1% em maio. Os preços da energia -acompanhados de perto pelo Fed, devido ao risco inflacionário que representam – caíram 0,5% em junho.
Já o PPI (índice de preços no atacado, na sigla em inglês) referente a junho caiu 0,2% – também neste caso influenciado pela queda nos preços da energia, além dos alimentos.
O núcleo do PPI (que exclui os preços de alimentos e energia) subiu 0,3%, menor que o registrado em fevereiro, quando subiu 0,4%. Em março e em abril houve estabilidade.
No fim de julho, o governo divulgou outro indicador de inflação que mostrou que os preços no país estão sob controle: o núcleo do deflator ligado à leitura dos dados sobre renda e gastos nos EUA apontou uma alta de 0,1% em junho, mesmo índice registrado em maio. O deflator teve alta abaixo do previsto: a expectativa era de uma alta de 0,2%. Na comparação anual, a alta foi de 1,9% – abaixo do limite de 2% considerado adequado pelo Fed.

Créditos Subprime

Mesmo com a manutenção da taxa e a moderação nos índices de preços, a expectativa é que os diretores do Fed passem a levar em conta os efeitos das turbulências nos mercados imobiliário e financeiro, e na economia em geral, dos problemas com os créditos no segmento “subprime”.
Com as preocupações sobre esse segmento do mercado hipotecário, o índice DJIA (Dow Jones Industrial Average), que fechou acima da marca de 14 mil pontos no dia 19 de julho, animadas pelos resultados trimestrais de empresas, na sexta-feira (3) estava de volta ao patamar de pouco mais de 13.100 pontos.

“Temor” dos subprime

Dados fracos sobre o mercado de trabalho contribuíram para a queda, mas o fator de maior peso foi o temor do efeito que os créditos “subprime” podem estar exercendo sobre a economia. Na semana passada, a agência de classificação de risco Standard & Poors rebaixou suas expectativas sobre o banco de investimentos Bear Stearns para “negativo” (a classificação anterior era “estável”), devido à exposição do banco aos mercados de hipotecas e aquisições empresariais. A empresa de hipotecas American Home Mortgage, uma das 10 maiores empresa do setor de crédito imobiliário e hipotecas dos EUA, pediu concordata. Outras 50 empresas do setor hipotecário, de diversos portes, já pediram concordata neste ano nos EUA. O que mais causou preocupação foi o fato de que American Home Mortgage não tinha participação significativa no segmento “subprime” – o que foi visto como um sinal de que a crise pode não estar mais restrita a um único segmento da economia. Na ata da reunião de junho, o Fed alertou sobre o risco do setor imobiliário sobre a economia. “Os diretores notaram que a atividade no mercado imobiliário continua a se contrair e alertaram que isso representava um risco ao desempenho econômico”, diz. Ben disse que podem chegar a US$ 100 bi perdas com o mercado de financiamento imobiliário de alto risco.

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