FED já considera a possibilidade de elevar taxa de juros

A próxima alteração que o Federal Reserve (FED, o BC americano) vier a fazer em sua taxa de juros, mantida em 2% ao ano desde abril (após sete cortes consecutivos), pode ser para cima, segundo a ata da reunião da última reunião do banco, realizada no último dia 5. A ata foi divulgada ontem.
“Um certo número de participantes da reunião mostrou preocupação com a possibilidade de que o núcleo da inflação (que exclui os preços dos alimentos e da energia) não consiga ficar moderado no próximo ano a menos que a posição da política monetária seja apertada mais cedo do que o esperado atualmente pelos mercados financeiros”, diz o documento.
A reunião deste mês foi a segunda consecutiva de pausa nos cortes de juros.
O banco reduziu a taxa entre setembro do ano passado e abril deste ano, na expectativa de, ao baratear o crédito, dar um estímulo à economia, afetada pelas crises nos mercados imobiliário, hipotecário e de crédito. O banco não dá sinais de quando pode vir a alterar a taxa de juros.
No comunicado divulgado após o anúncio da decisão o FED destacou que apenas um integrante era a favor da alta, os outros votaram pela manutenção.
No documento, o órgão explica que a preocupação com a inflação continua -apesar da expectativa que as altas se moderem no próximo ano-, mas ressalta o crescimento das exportações e dos gastos dos consumidores.
Além disso, admite que os preços da energia, o enfraquecimento do mercado de trabalho e o mercado imobiliário devem pesar nos próximos quatro trimestre.
Na avaliação dos membros do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom no Brasil) a atividade econômica americana “deve permanecer baixa por alguns trimestres”.
Além disso, o documento diz que a inflação continue a ser uma “significatica” preocupação, mas a opinião não foi consensual. “Alguns viram os riscos de alta da inflação como modestamente mais baixos, principalmente como resultado da queda nos preços do petróleo e de algumas outras commodities, bem como uma probabilidade maior de uma lentidão econômica persistente”, diz o documento. As próximas reuniões do FED estão programadas para 16 de setembro; 28 e 29 de outubro; e 16 do mês de dezembro.

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