FED de San Francisco afirma que efeitos da crise são “incertos”

A declaração foi dada por Janet Yellen, presidente do Federal Reserve de San Francisco (uma das 12 divisões regionais do FED (o BC americano).
“Embora eu ache que a atual situação financeira tenha pesado muito sobre os riscos de declínio sobre a atividade econômica, temos de lembrar que as condições podem mudar rapidamente para melhor ou para pior -especialmente nos mercados financeiros-, então é difícil no momento falar com muita confiança sobre desenvolvimentos econômicos futuros”, disse Yellen.
Para a presidente do Fed de San Francisco, determinar o que é necessário para estabelecer o rumo da política monetária “requer não apenas monitoração dos desenvolvimentos no mercado financeiro, mas também a formação de juízos sobre como esses desenvolvimentos irão afetar o emprego, a produção e a inflação”. “Creio que é crucial adotar uma abordagem de olhar adiante -avaliando os efeitos dos desenvolvimentos recentes sobre o cenário econômico e, igualmente importante, os riscos para esse cenário”. O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que os investidores precisam considerar o dado sobre empregos divulgado sexta junto com outros indicadores positivos referentes ao mercado varejista divulgados nos últimos dias. “Avaliamos dados vindos de um certo número de fontes e os dados sobre emprego são muito importantes”, disse, mas acrescentou que os indicadores do mercado de trabalho serão avaliados ao lado de outros.
Ele disse ainda que os mercados financeiros agora estão “passando por uma transição” em relação ao ambiente de crédito obtido em condições fáceis. Os mercados de crédito se tornaram mais restritos devido ao aumento na inadimplência nas hipotecas de risco, o que aumentou a aversão dos investidores por papéis ligados ao segmento “subprime” (de clientes com histórico de problemas com crédito) do mercado imobiliário americano.
Os efeitos da crise se fizeram sentir no último mês. O indicador de empregos criados em agosto divulgado na sexta-feira pelo Departamento do Trabalho mostraram que não só não foram abertos novos postos de trabalho em agosto, como foram eliminados 4.000 empregos. Foi o primeiro resultado negativo desde 2003.

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