Fecomércio solicita da bancada amazonense apoio ao programa “BR dos Rios”

A deficiência em infraestrutura logística em relação às demais regiões do país, especialmente no setor fluvial na região Amazônica, reforça a importância de tornar viável um projeto que integre esse tipo de transporte. Para isso,  a Fecomércio Amazonas, por meio de carta, solicita aos senadores e deputados federais do Amazonas, um esforço de apoio ao programa “BR dos Rios”. O projeto em estudo surge como incremento aos meios de transportes não só do  acesso à cabotagem, mas para facilitar o transporte fluvial, deve ganhar reforço para a sua implementação. 

A proposta é antecedida pelo Projeto de Lei 4199/2020 o BR do Mar, em tramitação no Senado Federal, que abre o mercado de cabotagem para estrangeiros, com isso, o Ministério da Infraestrutura prepara um programa para estimular a navegação por hidrovias.

A iniciativa da Fecomércio pede aos parlamentares empenho para viabilizar a integração dessa alternativa às redes fluviais na Amazônia. “Amazonas e Roraima ainda são os estados carentes na sua infraestrutura de transporte. O Amazonas tem a cabotagem que exerce a atividade através do rio Amazonas. Temos o rodo fluvial que vem no misto de rodovias que transita pelo rio ao longo de uma balsa, mas em compensação não temos uma rodovia de trânsito direto, não temos uma ferrovia como alternativa se tivéssemos seria muito interessante porque é o segundo modal de transporte mais barato depois da cabotagem. depois do navio”. 

O projeto “BR dos Rios”, estava previsto para ficar pronto no início de 2021, mas ainda segue  em análise e tratativas com o mercado. É tido como grande propulsor para atrair investimentos nas hidrovias, no transporte de cargas e proporcionar uma logística de transporte menos onerosa e mais eficiente. 

A entidade encaminhou o documento aos deputados federais e senadores na última sexta-feira (27). O apoio da bancada parlamentar do Amazonas representa muito para a consolidação do projeto. “É muito bom e merece apoio incondicional de nossa bancada, porque um dos entraves que nós temos em todos os sentidos, principalmente para escoar produtos da Zoona Franca de Manaus é extamente essa falta de logistica o que faz com que a gente desperdicie e deixe de avançar. Certamente eu vou apoiar para valer”, afirma o senador Plínio Valério (PSDB). 

Para o presidente em exercício da Fecomércio Aderson Frota, a proposta  é motivo de grande entusiasmo por parte dos empresários, principalmente no comércio porque o Amazonas está flexibilizando e criando mais uma forma de reduzir os custos de transporte que é o grande desafio, posto que a logística do Amazonas é das  mais onerosas do Brasil. 

“Não só na cabotagem, mas no rodo fluvial, então, como a nossa rodovia ainda não está pronta, apesar de existir há mais de cinquenta anos, nós não temos ferrovias, isso tudo nos coloca na mão de três modais rodoviário, cabotagem e o aéreo. Nós estamos nos dirigindo ao ministro mais uma vez  manifestando o nosso otimismo a este projeto que vai criar grandes benefícios na logística de transporte da Amazônia Ocidental, especialmente no estado do Amazonas”. 

Ainda de acordo com a Federação, a cidade de Manaus é o maior centro comercial e de importações na Região Amazônica, já que o Polo Industrial de Manaus é o maior polo elétrico-eletrônico da América Latina, com o PIB de 1,5% do PIB brasileiro de elevada complexidade tecnológica superiores a muitos países com efeito exposto aos processos de competitividade internacional. 

Cerca de 10% das empresas brasileiras com sistema de qualidade certificados com base nas Normas NBR ISSO 9000, estão no Polo Industrial de Manaus, o que justificaria a pré-falada recomendação. 

Desta forma, a questão logística do Estado do Amazonas necessita ser tratada não só no sentido empresarial otimizando a operação de empresas em suas relações com os fornecedores e com os mercados, minimizando os custos de transporte, mas também no sentido amplo dos corredores de transportes, incluindo análise de equipamentos operacionais, que viabilizarão a localização de atividades econômicas de valor na Região.

Segundo o Ministério da Infraestrutura a ideia é aumentar a oferta de cabotagem, buscar investidores para a viabilização de novas hidrovias e a ampliação daquelas já em operação como Tocantins-Araguaia, Tapajós e São Francisco. Dados da ANTAQ, o País tem cerca de 27,4 mil km de rios navegáveis e outros 15,4 mil km de trechos que, com algum investimento, poderiam se tornar navegáveis. Isso integraria as redes fluviais, portos, rodovias e ferrovias. 

Foto/Destaque: Divulgação

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email