Fecomercio cobra fim de arsenal cambial

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomercio) de São Paulo emitiu nota solicitando novamente que o governo reverta as medidas adotadas desde 2010 para conter a valorização do real frente ao dólar. De acordo com a entidade, o cenário daquele ano era cabível para o arsenal cambial lançado pelo governo, o qual agora não é justificável, já que “o momento agora é outro”, declara em nota.
A Federação ainda aponta que as medidas do governo tendem a impactar no custo de bens e serviços do país, o que compromete a economia, “impondo efeitos artificiais ao câmbio em defesa da indústria, reduzindo ainda mais a competitividade dos produtos nacionais ante os importados”.
A Fecomercio acredita que este arsenal cambial terá reflexo na inflação do país e que, para evitar estas consequências na economia, o ideal seria a revogação das medidas e compensando o aumento dos custos de produtos e de captação de recursos a serem provocadas pelo atual posicionamento do câmbio.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu as medidas tributárias adotadas por seu ministério nas últimas semanas, que permitiram conter o processo de valorização do real, e reiterou sua opinião que a perda de valor da moeda perante o dólar dota de maior competitividade as exportações brasileiras.
‘O câmbio está em uma situação mais favorável’ com a desvalorização que o real sofreu em relação ao dólar, que nos últimos meses foi superior a 10%, disse Mantega.
Segundo o ministro, ‘dessa maneira se reduz o ‘custo Brasil’ e o país recupera competitividade’.
Nesse sentido, Mantega renovou suas críticas às medidas de corte expansionista e de ajuste fiscal adotadas pelos países mais desenvolvidos, especialmente os europeus, pois ‘não vêm acompanhadas por estímulos à produção’.

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