Febraban diz que não compete à instituição decidir sobre tarifas

O presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Fábio Barbosa, afirmou nesta terça-feira, após reunir-se com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não cabe ao órgão, representativo das instituições financeiras, decidir sobre redução de tarifas bancárias. Para Barbosa, cabe, sim, à Febraban tornar público o valor das tarifas para promover a concorrência entre os bancos.
“Cabe a nós a discussão sobre a transparência, para que haja condições de concorrência”, disse Barbosa. Ele afirmou que é positiva a diferença entre tarifas cobradas, porque demonstra competitividade. “Graças a Deus, existe variação grande entre as tarifas, pois isso demonstra concorrência. A gente não poderia ter, jamais, uma tarifa que fosse padronizada.”

Barbosa citou o Star (Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da Febraban), novo sistema de cruzamento de informações, disponibilizado pela Febraban na internet (www.febraban.org.br), que torna pública a relação com valor e nome das tarifas cobradas pelos dez maiores bancos do país. “O que a gente precisa é dar transparência, permitindo, através de uma nomenclatura compreensível, que todos possam entender exatamente o que está sendo cobrado”, comentou, ao informar que o sistema foi o tema da reunião com Mantega.

Para Barbosa, o Star permite que o consumidor tenha um padrão que permita a comparação entre os nomes dados aos serviços cobrados pelos bancos, com os seus respectivos valores.

Ele evitou comentar a informação dada pelo presidente do Banco Central, Henque Meirelles, que anunciou, já para a próxima reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional), a unificação da nomenclatura das tarifas bancárias. “Não sei quando é a reunião do CMN”, limitou-se a dizer.
O presidente da Febreban disse que a instituição trabalha pela auto-regulação do setor, para que os próprios bancos possam agir de acordo com as demandas da sociedade. “Os bancos têm sentado, de maneira muito profissional e muito correta, como alguns outros setores, para entender como a gente poderia trabalhar de forma transparente para dar às pessoas condições de escolher”.

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