FCA adia chegada de elétricos e híbridos ao Brasil

O mundo nunca será o mesmo depois da pandemia do novo coronavírus e isso inclui o setor automotivo. Entre o que já está se sabe que está mudando estão alguns lançamentos, como os que a FCA previa para o Brasil neste ano. Além da nova geração da picape Fiat Strada, que ficou para julho, a fabricante terá de deixar apenas para 2021 a chegada do 500 elétrico e das versões híbridas da dupla Renegade e Compass.

No início de fevereiro, a reportagem de iG Carros esteve na coletiva de imprensa com o presidente da FCA na América Latina, Antônio Filosa, que havia confirmado que tanto o 500 elétrico quanto os dois híbridos da Jeep chegariam ao país ainda em 2020. Mas, agora os planos iniciais foram por água abaixo.

Os SUVs Renegade e Compass híbridos foram apresentados em janeiro na CES 2020, em Las Vegas (EUA) e chegarão ao Brasil no ano que vem, importados de Melfi (Itália) a um preço sem previsão, entre outros motivos, por causa da alta volatilidade das cotações do dólar e do euro. No caso do Jeep Compass 4xe, o principal rivai será o Toyota RAV4 .

Assim como o Compass híbrido, o Renegade 4Xe virá com o 1.3 turbo, de 180 cv e câmbio automático de seis marchas, que funciona em conjunto com motor elétrico, de 60 cv, somando uma potência combinada de 240 cv, o suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 7 segundos, conforme a FCA.

Novo elétrico FCA

E a nova geração do Fiat 500 ficou mais sofisticada e luxuosa, fruto de um investimento de US$ 700 mihões na fábrica em Mirafiori (Itália). Quando chegar ao Brasil, o subcompacto será vendido apenas com motor elétrico e passará a concorrer com modelos como Chevrolet Bolt e Renault Zoe, cuja nova geração também deverá desembarcar no País em 2021.

O novo Fiat 500 é equipado com um motor elétrico de 87 kW (118 cv). A marca divulga aceleração de 0 a 50 km/h em 3,1 segundos, e de 0 a 100 km/h em apenas 9 segundos, tempo realmente surpreendente, quando lembramos que não é um carro esportivo. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 150 km/h, com 320 km de autonomia. 

As baterias de íon-lítio do Fiat 500 elétrico têm capacidade de 42 kWh e foram projetadas para a recarga rápida nos postos de energia. Ele é capaz de recuperar 80% de sua carga total em apenas 35 minutos, ou garantir 50 km de autonomia com apenas 5 minutos na tomada.

Hyundai faz promoção de HB20S com preço de hatch

Crédito: Divulgação

A Hyundai dá início à promoção para modelos das linhas HB20 e Creta. No caso do sedã compacto, o preço é o mesmo do hatch. De acordo com a fabricante, um exemplo é a versão Vision do HB20S, oferecida por R$ 50.490, valor que representa R$ 4.900 de desconto.

Há também o Hyundai HB20S Diamond Plus 1.0 Turbo, por R$ 77.990, ou R$ 3.300 a menos que o valor de tabela. A marca também informa que os abatimentos variam de acordo com a versão.

Outra oferta fica por conta do vale-combustível no valor de R$ 1,5 mil ou IPVA gratuito para quem levar o Hyundai HB0 hatch. Além disso, quem comprar o SUV Creta Pulse Plus  também poderá optar pela isenção do imposto por pelo vale de R$ 3 mil, que será entregue na casa do cliente no mês de maio e poderá ser utilizado até dezembro próximo.

Na primeira quizena de abril, o Hyundai HB20 se manteve no topo da lista dos modelos mais vendidos do mês, de acordo com números da Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos), com 1.878 unidades, ante 1.336 do Chevrolet Onix e 886 do Ford Ka.

A Hyundai diz que todas as etapas da negociação dos carros é feita de maneira remota, com ferramentas digitais, como WhatsApp e Instagram, que permitem que o cliente não saia de casa. Além disso, a entrega do veículo pode ser agendada.

Renault Megane pode desaparecer diante de modelos elétricos

Crédito: Divulgação

O Renault Megane é o representante do segmento médio dentro do portfólio da marca francesa desde 1995, tendo sido vendido aqui no Brasil em duas gerações.

Na Europa, é um produto que disputa bem o segmento com boa oferta de versões, desde as mais fracas em desempenho até esportivas com direito a recorde em Nürburgring.

Contudo, as vendas ainda são a parte mais importante de qualquer carro no mercado mundial e o Megane não anda correspondendo do jeito que a Renault gostaria que fizesse.

Isso já reflete na visão que a empresa tem de seu produto, como indica Laurens van den Acker, chefe de design da Renault, numa entrevista à revista inglesa Auto Express.

Acker disse: “Inevitavelmente, uma vez que começamos a adicionar uma série de veículos elétricos à nossa linha, alguns dos outros veículos precisarão ir porque simplesmente não podemos nos dar ao luxo de desenvolver tudo isso ao mesmo tempo”.Se referindo também ao hatch médio francês, Acker explica: “O Megane está em um segmento que está cada vez mais sob pressão. Você tem que colocar seu dinheiro onde está o futuro do mercado. ”

Fonte: Lilian D´Araujo

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