Faturamento sobe 9% e bate novo recorde

O faturamento da indústria brasileira manteve o patamar recorde de crescimento nos sete primeiros meses do ano. Segundo a pesquisa mensal do setor realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), entre os meses de janeiro e julho, houve uma expansão de 9%, acima dos 8,4% registrados até junho.
Esse é o melhor resultado da série histórica da confederação da indústria, iniciada em 2003.
O faturamento do setor registrou crescimento em julho em todas as comparações. Cresceu 13,2% em relação a julho do ano passado (melhor resultado desde agosto de 2004) e 3,2% na comparação com junho deste ano (dado sujeito à influência sazonal). No dado mensal dessazonalizado, o crescimento foi de 0,2%.
O setor automotivo respondeu sozinho por 31% do aumento no faturamento neste ano. Outros dois setores juntos, máquinas e equipamentos e refino de álcool, representaram cerca de outros 30%.
O uso da capacidade instalada da indústria alcançou o patamar recorde de 83,5% em julho, o maior da série da CNI. No mês passado, estava em 83,3%.
O emprego na indústria registrou um crescimento de 0,6% em relação a junho e 4,4% na comparação anual. No ano, houve avanço também de 4,4%.
As horas trabalhadas na indústria cresceram 7,2% em relação a julho do ano passado e 2,7% na comparação com junho.
No período de sete meses, houve avanço significativo chegando a alcançar o o percentual de 6,1%.
A massa salarial cresceu 5,7% em 12 meses e 5,6% no ano. Na comparação com o mês de junho, o aumento foi de 3,5%.
“Não tem nenhum sinal negativo nessa tela’, afirmou o economista da CNI Flávio Castelo Branco, ao apresentar o quadro com os resultados da pesquisa. ‘A atividade industrial começa esse segundo semestre com ritmo bastante intenso’.

Base elevada

Na média, o faturamento da indústria do ano de 2008 é 7,3% superior ao resultado de todo o ano de 2007.
A CNI destaca que o crescimento deste ano se dá sobre uma base já elevada, devido ao bom desempenho do ano passado, quando já houve um crescimento de 5,3% em sete meses.
Segundo a entidade, o “comportamento usual” nesse cenário seria de uma acomodação em julho.

Previsões pessimistas

O economista da CNI Paulo Mol afirmou que as previsões feitas anteriormente pela entidade para o crescimento da indústria neste ano foram mais pessimistas do que o resultado observado até agora.
A CNI previa desaceleração a partir de julho.
Ele afirmou, no entanto, que o aumento das taxas de juros deve provocar uma desaceleração desse ritmo de crescimento em algum momento. “Não podemos desconsiderar que está em curso um processo de elevação das taxas de juros. Em algum momento, no futuro, a tendência é que a indústria continue a crescer, mas em ritmo menor”, afirmou Mol.
Segundo a CNI, os números apresentados hoje confirmam os dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostraram um aumento de 6,6% na produção industrial no ano.
Na terça-feira, a produção industrial do país desacelerou e subiu 1% em julho frente ao mês anterior, após avanço de 2,9% no mês de junho, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com o instituto, o resultado indicou um quadro positivo da atividade industrial, ainda que com um ritmo menor de crescimento.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email