2 de dezembro de 2021

Faturamento no PIM cai 11,36%

No período de janeiro e maio de 2016, o PIM (Polo Industrial de Manaus) registrou queda de 11,36% no faturamento em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pela Suframa. O valor do faturamento foi de R$ 28,4 bilhões e no ano anterior, o montante contabilizado chegou a R$ 32 bilhões. Segundo os números, apesar da queda, as exportações do PIM aumentaram 4,61% em relação ao ano passado, no mesmo período.
Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, o resultado negativo no faturamento do setor industrial é reflexo da crise instalada no país. “É a realidade do difícil momento político e econômico que gera uma insegurança por parte do consumidor. Com o desemprego alto, o poder de compra diminui e os empregados não tem a tranquilidade de antes. A maioria da população está comprando somente itens de primeira necessidade, o que não é o portfólio no Polo Industrial de Manaus”, avalia.
Em moeda americana, o faturamento do PIM registrou queda ainda maior, com 29,85% no faturamento. Nos cinco primeiros meses deste ano, o número foi de US$ 7.6 bilhões, enquanto no mesmo período do ano passado, o valor chegou a US$ 10.9 bilhões. As exportações totalizaram R$ 748,5 milhões neste intervalo, registrando um aumento de 4,61% referente ao mesmo período de 2015.
De acordo com o superintendente da Suframa, em exercício, Marcelo Pereira, o ano de 2016 tem apresentado oscilações no ambiente de negócios, e isso impacta diretamente na indústria. Segundo ele, em relação aos últimos 12 meses, o intervalo de abril e maio deste ano apresentaram recuperação significativa. “Em maio de 2016 foram 16 bilhões faturados e no igual mês do ano anterior apenas 5,7 bilhões. Já em abril, o faturamento chegou a 5,6 bilhões. Isso indica nos estudos econômicos uma possível paralisação, sendo um aceno do próprio mercado e diante das características da nossa situação econômica. Temos resultados positivos a comemorar”, disse.
Em relação ao crescimento das exportações, Pereira ressalta que vai ao encontro do que a atual gestão da Suframa está tentando construir no PIM. Para ele, a expectativa é de que os números do Polo Industrial de Manaus possam apresentar melhoria a partir do segundo semestre de 2016. “Com a decisão no cenário político do país, tão importante quando as políticas fiscais e monetárias haverá o reflexo de estabilidade no mercado econômico. Com isso, multinacionais olham para o mercado interno que reage a crise, onde o polo industrial consequentemente responde muito mais que o próprio Brasil”, destaca Pereira.
O presidente da Cieam reforça que além dos problemas políticos e econômico, a desconfiança dos investidores internacionais também afetaram negativamente o desempenho do PIM em 2016. No entanto, Périco afirma que a retomada do crescimento no polo acontecerá somente em 2017. “Acredito que em agosto, com a certeza de quem estará à frente da gestão do Brasil sejam tomadas medidas necessárias para tentar melhorar a situação. Mas não vejo este ano, nada no mercado anunciando isso”, prevê.
Segmentos
Com faturamento de R$ 13 bilhões, o segmento Eletroeletrônico (inclusive Bens de Informática) continua sendo o principal subsetor do polo industrial. Segundo dados da Suframa, o segmento responde por 45% do total. Em seguida, estão os segmentos de Duas Rodas, com participação de 15,6%, e Químico, com 15,27%.
Os setores que apresentaram crescimento, em moeda nacional, na comparação entre janeiro e maio deste ano com o mesmo intervalo de 2015 foram os Bens de Informática do Polo Mecânico (135,48%); Madeireiro (37,14%); Beneficiamento de Borracha (28,95%); Brinquedos -exceto Bens de Informática (25,33%); Têxtil (23,81%); Isqueiros, Canetas e Barbeadores Descartáveis (10,45%); Metalúrgico (4,62%); Relojoeiro (3,40%); Químico (3,13%); e Naval (2,41%).
De acordo com os dados, no mesmo período comparativo, tiveram crescimento, entre os principais produtos fabricados pelo PIM, os microcomputadores desktops (209,32%), seguidos de rádios e aparelhos portáteis de gravação de áudio -tipo mp3, mp4 -(49,11%), lâminas e cartuchos (13,65%) e microcomputadores portáteis (1,58%).

Emprego
O mês de maio fechou com, 82.068 postos de trabalhados ocupados no PIM, somando mão de obra efetiva, temporária e terceirizada. O número representa queda de 0,70% ante os 82.645 postos em abril deste ano e em maio de 2015, 107.987 trabalhadores estavam empregados no polo. A média mensal de 2016 relativa ao período de janeiro a maio ficou estabelecida em 84.423 postos de trabalho.
“A tendência agora é reduzir mais ainda a perda de postos de trabalhos, porque vão começar as encomendas dos dias dos pais e dos produtos para abastecer o mercado no Natal”, conclui o superintendente da Suframa.

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