Faturamento em São Paulo subiu em julho

A maior oferta de crédito aos consumidores tem colaborado para o aumento de renda das micro e pequenas empresas paulistas. O faturamento desses estabelecimento cresceu 1,8% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo). É a maior alta para o mês desde 2004 e a sétima alta consecutiva.
“Este resultado é um indicador de que os pequenos negócios paulistas estão se beneficiando com a melhora na atividade econômica do país, a partir da recuperação da renda do trabalhador e maior oferta de crédito ao consumidor”, explicou o economista Pedro João Gonçalves, do Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae-SP.
A receita dos 1,3 milhão de micro e pequenas empresas de São Paulo somou R$ 21,4 bilhões, com faturamento médio de R$ 16.112,73.
Embora o faturamento médio real -já descontada a inflação- tenha crescido, tem todas as regiões do Estado se beneficiaram dessa alta. As micro e pequenas empresas do Grande ABC e do interior foram as que mais contribuíram para a expansão das receitas, 20,9% e 10,1%, respectivamente. Por outro lado, a região metropolitana (31 municípios) apresentou queda de 4,7% e a capital, de 3,1%.
A capital e a região metropolitana também tiveram desempenho negativo em relação ao número de vagas. A pesquisa registrou uma queda de, respectivamente, 3% e 0,5%. Já no interior o nível de pessoal ocupado cresceu 3% e no Grande ABC, 2%. Com esses resultados, o nível de pessoal ocupado ficou estável nas micro e pequenas empresas de São Paulo, com 5,7 milhões de pessoas trabalhando nesses estabelecimentos.
Já o rendimento desses trabalhadores cresceu 3,5% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado.
Das 1,3 milhão de estabelecimentos do setor em São Paulo, a maior parte está no comércio (57%), seguido por serviços (32%) e indústria de transformação (11%).
A pesquisa do Sebrae foi feita em colaboração com a Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Ao todo, foram ouvidas 2,7 mil micro e pequenas empresas dos setores de comércio, indústria de transformação e serviços.

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