Faturamento do polo termoplástico aumenta 51,32%

Vendas do segmento saltaram de US$ 380.9 milhões (2009) para US$ 576 milhões no comparativo do acumulado até abril, segundo a Suframa

O polo termoplástico faturou US$ 576 milhões nos primeiros quatro meses de 2010, um crescimento de 51,32% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 380.9 milhões), conforme os Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus, elaborados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). O segmento tem 5,59% de participação no faturamento no PIM (Polo Industrial de Manaus) no acumulado de janeiro a abril (US$ 10.31 bilhões).
O presidente do Simplast (Sindicato das Indústrias de Materiais Plásticos do Amazonas), Carlos Monteiro, não se mostrou tão otimista quanto os demais empresários da indústria do Amazonas. Para ele, as fábricas de componentes plásticos não atingiram a produção ideal, pois a retomada das vendas é lastreada pelos estoques e não pelo ritmo da produção.
Monteiro salienta que os problemas com a logística do aeroporto nesses últimos meses diminuíram a manufatura em 30% e a previsão de baixa para junho é de 18%, pois a mercadoria que não foi entregue não pode mais ser reposta. O presidente do Simplast avalia que o setor deve retomar a produção ideal nos meses de setembro e outubro. “No caso das fábricas de PET há uma manutenção da produção, pois quando no Sul e Sudeste é verão, vendem mais. Quando estão no inverno as fábricas mantém a produção para estoque”, explicou.
Segundo Carlos Monteiro, as indústrias de material plástico são divididas em três segmentos: empresas de injeção plástica que fabricam componentes para o polo de duas rodas e de eletroeletrônicos; fabricantes de garrafas e moldes PETs; e indústrias de embalagens e sacos plásticos.
O diretor-presidente da Springer Plásticos da Amazônia, Orley Pinheiro, considera que o momento de retomada, principalmente após a fábrica registrar queda de quase 40% no volume de produção, no ano passado. “Nossa produção depende 70% do polo duas rodas. Comparado com o primeiro quadrimestre de 2009, nosso faturamento foi de 17% a 20% maior”, afirmou o diretor.
O dirigente lembra que o polo de duas rodas, por meio da pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), anunciou que pretende crescer 20% ao ano até 2013 e destaca que a companhia pretende acompanhar essa alta. “Retornaremos para o segundo semestre com uma expectativa de pelo menos 30% a 40% de crescimento”, garantiu.
A Springer interromperá a produção da fábrica em julho para manutenção juntamente com as férias coletivas do polo duas rodas. Orley Pinheiro afirmou que, desde março de 2010, a fábrica contratou mais 60 pessoas e irá fechar o quadro de funcionários neste semestre em 220 empregados.
Quase 50% do faturamento da Masa da Amazônia depende da indústria de TVs e 20% do polo de duas rodas. A preocupação da diretoria da fábrica é com o fim da “bolha de consumo” da Copa. “Tivemos uma perda de 40% na carteira de clientes com os problemas do terminal de cargas do aeroporto. Esperávamos um primeiro semestre bem melhor”, lamentou o presidente Ocimar Melloni.
Segundo ele, os incentivos dados no início do ano pelo Governo Estadual na isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na energia elétrica foi o que estimulou a fábrica para a retomada nas atividades. “Foi um desconto de 25% no nosso terceiro maior gasto. O primeiro é matéria-prima, o segundo mão-de-obra e o terceiro energia”, ponderou Melloni. No momento, a Masa da Amazônia está operando com 75% da sua capacidade de produção, mas pretende aumentar “ligeiramente” o ritmo de produção no próximo semestre.

Contratações e demissões

As empresas de componentes plásticos estão admitindo bem mais que as empresas de sacos plásticos e embalagens. Na avaliação do presidente do Simdplast (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Material Plástico de Manaus), Francisco Brito, aquelas fábricas que mantiveram seu quadro de funcionários durante a crise e investiram na produção esse ano se recuperaram rápido. Mas, pelo menos 10% das fábricas ainda estão enfrentando dificuldades. “Mesmo assim, há mais contratações que demissões. Em maio, foram mil contratações contra 600 demissões”, finalizou.

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