Faturamento deve crescer 27% até o fim do ano

Após fechar o semestre com alta média de praticamente 14% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado, o varejo local espera fechar a segunda metade do ano com pelo menos 13% sobre essa expansão.
Tudo leva a crer que o comércio deva fechar com recorde absoluto de vendas, já que, segundo dados da pesquisa Intenção de Compra e Confiança do Consumidor da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), a expansão de 1,28% registrada em julho pode ser ampliada de oito pontos percentuais a 2,5% com as vendas para o Dia dos Pais.
O assessor econômico da Fecomercio, José Fernando Pereira da Silva, afirmou que, além da oferta de crédito, o recebimento de parte do 13º salário foram os fatores responsáveis pelo acesso dos consumidores das faixas B e C a produtos de maior valor agregado, servindo como catalisadores para o aumento na projeção de vendas para a segunda metade do ano. O economista frisou que o aumento de 0,75% da taxa básica de juros continua não afetando o desejo de compra do consumidor local, embora não tenha afastado a idéia de queda em médio ou longo prazo no volume de gastos e na contenção da euforia pelas compras. “É fato que o comércio amazonense passa por uma clara fase de expansão dos negócios, por isso esse desempenho espetacular na média de crescimento mensal, que encerrou junho em 4,6%. Para a segunda metade do ano, mantendo-se o mesmo patamar de alta registrado em julho, essa média pode alcançar ou ultrapassar os 5,2% de crescimento nas vendas”, comentou.
Na pesquisa da Fecomercio, os setores de vestuário (26,95%), calçados (17%), material de construção (18%), telefonia móvel (13%), além dos móveis e serviços de decoração (6%) encabeçaram o ranking dos bens de consumo pessoal mais procurados durante todo o mês de julho. O estudo identificou ainda junto a 400 entrevistados, os produtos com a maior demanda para o Dia dos Pais, onde praticamente se manteve a mesma sequência de interesses. Na preferência do consumidor, a Fecomercio identificou que 40% dos entrevistados devem optar pela compra de artigos de vestuário, seguida pelas opções calçados (13%), aparelho celular (12%), artigos de perfumaria (11%) e móveis ou decoração (8%).

Crescimento do varejo

Levando em consideração que este resultado é o maior registrado desde 2005, o diretor de relações institucionais da Aceb (Associação Comercial Empresarial do Brasil), Irineu de Ascenção, atribuiu em nota o crescimento do varejo amazonense aos reflexos da melhora da economia. Conforme o executivo, “assim como ocorreu em outras capitais, a renda de grande parte da população amazonense melhorou, levando certa parcela de consumidores a recorrer ao comércio com mais frequência. Em agosto do ano passado, o crescimento da economia brasileira já era uma realidade, mas ainda não havia resultados efetivos. Este é o ano em que os efeitos estão sendo notados em todas as capitais”, explicou em nota.

Inflação pode frear ato de compra do consumidor

Mas na análise do empresário Álvaro Catanhede, o entusiasmo do consumidor amazonense tem prazo de validade definida com o risco da volta da inflação, o que obriga à adequação do salário aos gastos com as compras no varejo. Segundo o executivo, com a diminuição do poder aquisitivo, o consumidor tende a contornar os aumentos inevitáveis, comprando menos, substituindo produtos ou ainda procurando por ofertas e preços menores.
“Nesse cenário, saem na frente lojistas que oferecem artigos de marca própria como alternativa para o consumidor, já que podem custar até 20% menos que as marcas líderes e apresentam a mesma qualidade por não trazerem embutido no preço altos gastos com mídia ou marketing, tendo por trás o aval de qualidade de uma bandeira de um Makro ou de uma Força Construtiva, por exemplo”, asseverou Catanhede

Preferência pelo centro

A pesquisa da Fecomercio apontou ainda que o centro da cidade continua sendo o local preferido pela maioria dos consumidores (65,75%), seguido do comércio do bairro onde moram (19,25%) e shoppings (15%).
Quanto aos fatores que influenciam na escolha do local de compras, o preço (51%), seguido pela variedade de lojas (30%), variedade de produtos (25%), promoção (20%), localização (15%), além de transporte e segurança (11%), obtiveram os percentuais mais relevantes.

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