15 de abril de 2021

Faturamento cresce 52,51% até julho

O setor de bebidas do PIM (Polo Industrial de Manaus) só tem a comemorar os resultados de janeiro a julho

O setor de bebidas do PIM (Polo Industrial de Manaus) só tem a comemorar os resultados de janeiro a julho. O faturamento das fábricas cresceu 52,51% em relação ao mesmo período do ano passado, contabilizando US$ 75.65 milhões (2009) contra US$ 49.60 milhões (2008), segundo a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). A média mensal de incremento no volume faturado em 2009 foi de US$ 9.97 milhões, superando em 28,96% a média registrada no ano anterior.
O volume de investimentos do setor em 2008 foi de US$ 146.74 milhões. O montante aportado pelas empresas nos sete meses de 2009 já ultrapassou essa marca em 11,20%, com US$ 165.26 milhões. Se depender da Manaus Refrigerantes, o ritmo de injeção na manufatura continuará crescente, como aposta o diretor comercial de bebidas da região norte da companhia, Marcus Vinícios.
“Nos últimos quatro anos, a fábrica vem aumentando continuamente o valor destinado a investimentos diretos, a exemplo de aquisição de maquinário, ampliação da capacidade logística e produção propriamente dita”, destacou Vinícios. Apesar de não poder informar os números dos recursos que a empresa destinou à planta de Manaus, o diretor garantiu que a fábrica possui planos sólidos de expansão de mercado, tendo colocado geladeiras em 2.000 pontos comerciais no mercado a cada ano.
Segundo o diretor-executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, a diversificação na oferta de produtos e o aumento da quantidade de linhas de produção nas empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus impulsionaram o aumento da produção. “Aliado ao aumento da produção o clima favorável ao consumo de bebidas geladas impulsionou as vendas e garantiu um maior retorno para as empresas investirem nas unidades e, consequentemente, a possibilidade de aumentar o faturamento no período”, analisou. De acordo com o executivo, o setor de bebidas foi o que mais faturou neste ano, se comparado com 2008.
A produção de concentrados de bebidas não alcoólicas no ano de 2008 foi de 9,71 mil toneladas, contra 5,14 mil toneladas nos sete meses iniciais de 2009. A produção de refrigerantes de guaraná no ano passado foi de 18 mil litros. Já a quantidade fabricada nos primeiros sete meses de 2009 foi de 9,9 mil litros.
Apesar de compartilhar a política adotada pela maioria das grandes fábricas de Manaus de não divulgar crescimento segmentado por planta fabril, a cervejaria Femsa confirmou que a região Norte é de grande importância comercial para a empresa devido ao clima local –quente e úmido– favorecendo o consumo de seus produtos durante todo o ano.
A assessoria de comunicação da Femsa divulgou que, a despeito do ano ter sido comercialmente desafiador devido à crise financeira, a empresa balanceou a oferta e o preço dos produtos mantendo o nível de vendas dentro dos padrões da firma. Para 2010, a indústria espera obter um crescimento de mercado só comparável aos índices registrados no período pré-crise.
Quanto à expectativa de crescimento para os próximos meses, a Femsa espera “crescer com rentabilidade”, como definiu o setor de comunicação da indústria. Já a Manaus Refrigerantes projeta alta de 25% até dezembro. “Agora que o verão amazônico está com força total, esperamos crescer e aumentar nossa participação no mercado. Hoje, a cada dez refrigerantes vendidos, seis são na nossa empresa”, comemorou Vinícios.

Média salarial também expandiu no acumulado

A média salarial dos trabalhadores do setor de bebidas ficou em R$ 1.099,47 em 2008, considerando mão-de-obra ocupada de 1.892 profissionais. Em 2009, a quantidade de trabalhadores aumentou para 2.066 e a média da remuneração mensal dos empregados também subiu, ficando em R$ 1.161,52.
A cervejaria Femsa informou que possui 104 colaboradores no quadro funcional atual da unidade localizada na capital do Amazonas. Tendo adicionado 100 pessoas ao corpo funcional nos últimos doze meses, a Manaus Refrigerantes emprega atualmente em sua unidade 1.250 pessoas.

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