Farinha sobe 42,59% em dois meses

A exemplo do que foi verificado em janeiro, no mês passado a alta de 16,31% no preço da farinha de mandioca foi novamente a principal responsável pela elevação no custo total da cesta básica para os consumidores de Manaus.
Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em fevereiro o preço do alimento teve um reajuste de 16,31% em relação ao mês anterior, o que contribuiu com a alta de 4,13% verificado na cesta básica para o mesmo período.
De acordo com a Supervisora Técnica do Escritório Regional do Dieese no Amazonas, Alessandra Cadamuro, esta alta aconteceu em todas as capitais pesquisadas das regiões Norte e Nordeste. No entanto, este aumento foi mais sentido no Norte do país.
“O maior consumo per capita por ano verificado no país é na região Norte, 23,5 kg/ano, seguido da região nordeste, 9,67kg/ano/por pessoa. Portanto esse aumento tem um peso significativo no poder de compra dos trabalhadores manauara”, disse. Ela explica ainda que, só na capital amazonense, a farinha acumulou uma alta de 172,97% nos últimos 12 meses. Já nos dois primeiros meses deste ano, a alta chega a 42,59%.
Também contribuíram com o aumento da cesta básica amazonense os preços do feijão (+8,91%), do tomate (+8,76%), da banana (+3,01%), da manteiga (+2,32%), do pão (+2,07%), do arroz (+1,23%) e da carne (+0,12%). O açúcar (-3,43%) foi o produto que apresentou a maior redução no mês seguido do óleo (-2,36%), do leite (-1,07%) e do café (-0,23%).

Cesta Básica

Após alta de 4,13% em relação a janeiro, no segundo mês do ano a cesta básica, composta por 12 itens, custou R$ 314,18 para os consumidores manauenses, segundo o Dieese. Este valor coloca a capital amazonense na quarta posição entre as capitais com as cestas mais caras, atrás apenas de São Paulo (R$ 326,59), Porto Alegre (R$ 318,16) e Florianópolis (R$ 314,46, apenas R$ 0,28 a mais que o verificado em Manaus).
Nos dois primeiros meses de 2013, as 18 capitais apresentaram alta nos preços da cesta básica. As maiores elevações situaram-se em Salvador (18,90%), Natal (18,20%) e Aracaju (16,83%). Os menores aumentos foram verificados em Belém (5,57%), São Paulo (7,11%) e Vitória (7,74%).

“Muro baixo”

Para o economista Joacy Botelho, os números apresentados pelo Dieese correspondem à realidade encontrada pelos consumidores nas prateleiras dos supermercados: “É pesquisa”, justificou o economista. Ao tentar explicar os motivos da subida no preço da farinha ele fez duras críticas ao Governo do Estado:
“O fato é que o interior está alagado e não é só a farinha que está faltando. Está faltando banana e uma série de outros produtos que fazem parte da alimentação do amazonense. Mas não é só isso não. Você tem que perguntar do (governador) Omar Aziz, ou do (secretário da Sefaz) Afonso Lobo para saber o porquê desse aumento. Pode perguntar. O Governo do Estado é que tem que responder essas perguntas. Eles tiraram o incentivo da cesta básica e existe uma especulação muito grande aqui em Manaus. O manauara está esquecido. Não existe PROCON, não existe nada. O Amazonas é terra de muro baixo, não tem delegacia que dê jeito”.

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