Fannie Mae anuncia prejuízo de US$ 2.3 bilhões no trimestre

A gigante hipotecária Fannie Mae anunciou na sexta-feira que teve prejuízo de US$ 2.3 bilhões no segundo trimestre deste ano, mais de três vezes maior do que o esperado pelos analistas. A perda por ação foi de US$ 2.54, contra uma estimativa de US$ 0.69.
A empresa, que é patrocinada pelo governo americano e é uma das pilastras de sustentação do refinanciamento imobiliário do país ao lado de sua “irmã gêmea’’ Freddie Mac, é uma das que mais sofreram com a crise do crédito imobiliário de alto risco (“subprime’’), passando atualmente pela sua pior fase nas últimas décadas nos EUA.
As duas empresas detêm ou garantem US$ 5.2 trilhões de créditos hipotecários, ou seja, cerca de 50% do fluxo do crédito imobiliário americano. A Freddie Mac também anunciou prejuízo acima do esperado no trimestre. Suas perdas foram de US$ 821 milhões.
O mau momento das duas empresas deixa o mercado ainda mais tenso, já que uma eventual quebra das duas empresas poderia causar um colapso no sistema financeiro americano. Para preservar seu caixa, a Fannie Mae decidiu reduzir os dividendos a serem pagos de US$ 0.35 por ação para US$ 0.05 por ação. Com isso, estima, serão economizados cerca de US$ 1.9 bilhão. A empresa ainda informou que pretende cortar seus custos de operação em cerca de 10% até o final do ano -um movimento que pode resultar em algumas demissões.

Produtividade do trabalhador

O Departamento de Trabalho, dos EUA, informou na sexta-feira, que a produtividade dos trabalhadores americanos desacelerou no segundo trimestre deste ano, para um crescimento de 2,2% no período, contra 2,6% no período de janeiro a março.
O dado desapontou os economistas, que previam um ganho de 2,7% na produtividade no trimestre passado. O custo por unidade de trabalho teve aumento de 1,3% no trimestre passado, depois de um avanço de 2,5% no 1° trimestre.
O mercado monitora com atenção os indicadores de produtividade e custos, pelo impacto direto sobre a inflação: uma produtividade mais baixa, significa que a economia pode ter problemas para crescer rapidamente sem inflação, o que influencia os níveis de vida e, teoricamente, impede que os trabalhadores recebam aumentos em suas remunerações.

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