10 de abril de 2021

Famílias que moram em áreas de risco vão ter casas desapropriadas pelo governo estadual

O governo do Amazonas anunciou, ontem, ações no sentido de remover dezenas de famílias cujas casas se encontram em áreas de extremo risco

O governo do Amazonas anunciou, ontem, ações no sentido de remover dezenas de famílias cujas casas se encontram em áreas de extremo risco. Nos dois locais onde ocorreram desabamentos, nos últimos dias, técnicos da Defesa Civil do Estado estão realizando, desde o último domingo, procedimentos de prevenção emergencial, vistoriando imóveis que podem desmoronar, verificando as causas dos incidentes, bem como fazendo levantamento sócio-econômico das famílias para fins de desapropriação dos imóveis que oferecem perigo iminente.
No bairro do Educandos, próximo à Feira da Panair, o coordenador adjunto de Ações da Defesa Civil do Estado, Hermógenes Rabelo, revelou que naquela localidade, em pelo menos 23 casas, que abrigam 42 famílias, já foram detectados riscos de desabamento. “Estamos recomendando que o governo decrete estado de emergência para acelerar o processo de remoção e indenização das famílias que moram neste local. O valor a ser repassado será definido conforme a avaliação que for feita do imóvel”, disse.
Segundo laudo da Defesa Civil, muitos dos imóveis que ficam naquela encosta foram construídos em solo instável, sem as mínimas técnicas de engenharia, o que por si só já representa perigo. “Somado a isso, temos as águas servidas que correm pela encosta, o lixo acumulado debaixo das casas, que torna o terreno ainda mais instável, e, ainda uma grande enchente seguida da rápida vazante. Com isso, o solo ficou ainda mais propício a desabamentos”, analisou Hermógenes Rabelo.
O mesmo entendimento a Defesa Civil tem sobre o desabamento ocorrido no entorno Complexo Viário do Igarapé do Quarenta, também nas imediações do Educandos, onde uma casa desmoronou. Ali, segundo o coordenador do Prosamim, Frank Lima, as casas também foram construídas em solo instável e apresentavam problemas de infra-estrutura. Pelo menos 45 imóveis já foram vistoriados.
“Apesar de os recentes sinistros não terem nenhuma relação com as obras do Prosamim e de a competência sobre a ocupação do solo ser atribuição da prefeitura, o governo está agindo para evitar uma tragédia. Iremos indenizar as famílias com casas em situação de maior perigo de desabamento”, afirmou Lima.
Segundo Hermógenes Rabelo, em, no máximo, dez dias as casas em maior situação de risco serão desapropriadas e seus moradores, que já foram notificados, poderão adquirir outra residência em local seguro.

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