Falta liderança, sobram conflitos

   O que deve fazer o vencedor de uma eleição presidencial logo após o pleito? Em vez de continuar em cima do palanque, o eleito deve imediatamente trabalhar na montagem de sua equipe e acenar para todas as forças políticas do país, juntar esforços visando o que mais precisa interessar a qualquer político: o bem estar da coletividade. Sem povo inexistem políticos e partidos.

   Não se lidera um país aos berros. Faz tempo que vivenciamos posicionamentos agressivos para cima de servidores públicos, STF e Congresso Nacional, sobrando para jornalistas e minorias. Fato curioso é que o atual ocupante do Executivo passou 28 anos como deputado federal, portanto, bastante tempo para tentar modificar o que de errado possa existir.

   A opção por menos social e mais mercado também ajudou a piorar as coisas na busca insana pelo chamado estado mínimo, onde querem privatizar ao máximo, até mesmo o Banco do Brasil.

   Priorizando o confronto, os conflitos foram inevitáveis.  A própria deputada Janaína Paschoal enfatizou:“Já na campanha identifiquei isso, que o presidente é um líder do conflito. Ele só sabe liderar no conflito. O meu temor é que ele venha eventualmente a perder a mão desse grau de conflito”.

O problema é que os brasileiros já têm complicações de sobra, sem espaço extra pra ficarem se preocupando com desavenças semanais e teatros armados com público fiel pra aplaudir e gritar. Aliás, público cada vez menor, que reflete a desaprovação em torno de 70% nas pesquisas.

   Pra piorar, os brasileiros convivem com a tentativa de impor o medo das Forças Armadas, com ameaças no sentido de que pensamentos opostos ao atual governo teriam a imediata intervenção dos militares. Ora! O Exército, Marinha e Aeronáutica  são instituições nacionais e que estão muito acima da politicagem, portanto blindadas contra tentativas de envenenamento ideológico.

   Depois de muitos meses com manifestações com atos contra antidemocráticos em plena pandemia onde cerca de 57 mil brasileiros morreram, finalmente manifestações a favor da Democracia ganharam força. Quando o artigo 142 da CF foi aventado para amparar uma intervenção, veio uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, afirmando que as Forças Armadas “não são poder moderador”, destacando que Exército, Marinha e Aeronáutica “não podem interferir nos Poderes”.

   A missão institucional das Forças Armadas na defesa da Pátria, na garantia dos poderes constitucionais e na garantia da lei e da ordem não acomoda o exercício de poder moderador entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.  A chefia das Forças Armadas é poder limitado, excluindo-se qualquer interpretação que permita sua utilização para indevidas intromissões no independente funcionamento dos outros Poderes.

   Por fim, o Brasil não é de uma pessoa ou de uma família, é de todos os brasileiros, e já está mais do que provado que a infeliz ideia de misturar problemas familiares com a administração pública não faz nenhum bem ao nosso povo.

   O pior é ver conflitos em famílias e pessoas se afastando porque o fanatismo ultrapassou fronteiras, e alguns já se acham no direito de julgar o outro como esquerdista ou comunista somente porque pensou diferente, ou por ser contra a volta do regime militar e da ditadura.

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