1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Falta de qualificação preocupa setor

A escassez de mão de obra qualificada é o principal problema que o empresário da construção tem encontrado, aponta a Sondagem da Construção do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV

A escassez de mão de obra qualificada é o principal problema que o empresário da construção tem encontrado, aponta a Sondagem da Construção do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas). Esse foi o fator citado por 41,4% das 721 empresas do setor consultadas na pesquisa de fevereiro. Os dados, porém, revelam que, em fevereiro, houve uma diminuição das citações sobre falta de mão de obra. No mesmo mês de 2011, 47,1% das empresas haviam mencionado o problema.
“O mercado de trabalho continua sendo pressionado, o que mostra que a construção segue vivendo uma situação de atividade bastante aquecida”, afirma a coordenadora de Estudos de Construção Civil do Ibre, Ana Maria Castelo. Na sequência, os motivos de dificuldade mais apontados pelos empresários consultados em fevereiro foram, respectivamente, competição dentro do setor e o custo da mão-de-obra. “O custo da força de trabalho está relacionado à escassez de mão de obra”, diz.
Crédito
A coordenadora do Ibre diz que a facilidade das companhias de construção para se financiar caiu em relação ao período anterior à crise de 2008, mas que as incertezas do cenário internacional atuais não devem impor novas dificuldades para o empresário ter acesso ao crédito fácil. “Ao contrário do final de 2008, quando os bancos deixaram de conceder crédito completamente, a situação agora é diferente. As empresas não têm encontrado dificuldade de conseguir crédito”, diz Ana Maria. “Não se espera que os bancos restrinjam a oferta de crédito”, afirma, ao completar que “não há motivos para pensar que a situação vá piorar”. “Com o interesse do investidor estrangeiro no Brasil, o empresário encontra, na verdade, uma nova fonte de financiamento”, lembra.
Ana Maria diz ainda que a projeção para 2012 é de alta no crédito ao consumidor. “O financiamento para o comprador da construção tem duas fontes cativas, o FGTS e a poupança. Para esse consumidor temos a expectativa de crescimento do crédito da ordem de 30% neste ano”, afirma

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