Falta de pesquisas barra exploração

Manaus e outros 11 municípios do Amazonas têm potencial mineral, segundo dados do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Algumas empresas estão com projetos de pesquisas em andamento. No entanto, ainda não se sabe o potencial exato que há no Estado, a exploração sustentável poderia ser mais eficaz se houvesse políticas públicas para o setor.
De acordo com o raio-X do DNPM, a bauxita foi identificada em Nhamundá, São Sebastião do Uatumã, Urucará e Presidente Figueiredo; a silvinita foi encontrada também em Nhamundá, além de Autazes, Itacoatiara, Maués e Nova Olinda; o calcário em Apuí e Novo Aripuanã; e caulinita em Manaus e Rio Preto da Eva.
Para o superintendente do DNPM, Fernando Burgos, a Amazônia Ocidental, e especificamente o Amazonas, apresentam um potencial mineral expressivo que ainda não se conhece em sua totalidade, mas isso requer grande investimento em pesquisa mineral. “Há possibilidade de mudanças no surgimento de um novo Marco Regulatório para o setor mineral no Brasil que poderá viabilizar novas fronteiras, sobretudo se juntamente for regulamentado o Artigo 231 da Constituição Brasileira, que trata das pesquisas e lavra mineral em áreas Indígenas”.
Na avaliação do coordenador científico do 20º CBE (Congresso Brasileiro de Economia), José Alberto Machado, faltam políticas públicas para disseminar a produção sustentável de minérios.
De acordo com ele, a bauxita no Pará é um exemplo de exploração sustentável que traz resultados econômicos positivos. “O minério paraense atravessa o Atlântico até as terras europeias. Isso prova que há demanda e interesse, basta criarmos uma cadeia produtiva que sustente o negócio”, comenta, lembrando que economia e sustentabilidade no setor mineral será um dos temas mais explorados na programação do CBE, que este ano acontece entre os dias 4 a 7 de setembro em Manaus.

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