Falta de indicadores traz limitação

Índices de inflação, desempenho do comércio, nível de inadimplência, emprego e desemprego: os índices econômicos são fatores decisivos para os empresários do comércio. Seja para abrir um novo empreendimento em um determinado local, seja para planejar estratégias e ações, é com base nesses dados que os gestores costumam se apoiar antes de tomar qualquer decisão.
No entanto, é comum a reclamação dos empresários locais com relação às dificuldades em se obter dados regionais atualizados que reflitam com relativa precisão a realidade do mercado amazonense.
Um dos principais críticos a esta situação é o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra Filho. Segundo ele, além da dificuldade em ter acesso a esses dados, quando se consegue, muitas vezes, os números não refletem a realidade.
“Não é difícil (conseguir os indicadores) aqui no Estado, é impossível! E quem dá, chuta. Eu não gostaria de citar quem dá, mas são dados divergentes. Os jornalistas sempre me pedem dados, mas eu não gosto de dar dados porque infelizmente a coisa não funciona 100% e eu não vou ficar chutando números. Infelizmente nós não temos como pegar esses dados para dar para vocês”, afirmou.
Bicharra informou ainda que a Associação Comercial consegue ter um balizamento desses indicadores porque discute diretamente com os empresários sobre informações como o faturamento do mês, do mês anterior; emprego, desemprego e inadimplência. Ele sugere que órgãos como a Sefaz passem a divulgar o recolhimento do comércio e da indústria para saber se houve ou não crescimento nesses setores.

IBGE

Outra crítica feita pelo presidente da ACA é com relação ao universo de empresas pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas pesquisas econômicas. Para ele, as dimensões da cidade não são levadas em consideração nas análises feitas pelo instituto.
“O IBGE tem um universo de empresas que eles pesquisam que não é suficiente. É necessário que o IBGE amplie este universo para pegar essas informações. Nossa cidade é uma capital-Estado com dimensões desproporcionais com relação ao seu faturamento. Somos hoje a quarta capital do Brasil em termos de faturamento. No mês passado, por exemplo, nós soubemos através de informações de nossos associados que só não ficamos negativos porque houve boas vendas de motos. Se não fosse isso o índice ficaria negativo”, reclamou.
Como uma possível forma de solucionar a questão, ele convocou governo, entidades e institutos de pesquisa para a criação de um grupo de discussão para analisar, elaborar e divulgar as estatísticas do comércio amazonense.
São informações que precisam ter uma precisão muito boa para começarmos a formatar estatísticas. Infelizmente, aqui temos que analisar com amigos, comerciantes e entidades porque não temos informações precisas. É preciso mostrar aos órgãos que detêm essas informações que é preciso repassar isso. Precisamos sentar com o governo, IBGE, Federação do Comércio, Associação Comercial e começarmos a alinhavar informações mais precisas para que possamos divulgar para a população empresarial e para a população de modo geral”, defendeu.

CDL

Mas, se por um lado a ACA demonstra insatisfação com a formatação das estatísticas locais, o mesmo não acontece com a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus). Segundo o presidente Ralph Assayag, a Câmara conta com um núcleo próprio de pesquisas, parcerias com outros órgãos e colaboração de associados que, segundo ele, suprem as necessidades de informações do comercio varejista.
Temos um setor de estatística. Temos também convênios com a Secretaria de Fazenda, com a Receita Federal, com o Sistema SPC e contamos com informações de cerca de 2 mil empresas que nos mandam via e-mail os resultados percentuais que tiveram naquele mês. Todos os dados que o comércio solicita nós damos. Temos um processo semanal de verificação dessas informações”, finalizou Ralph.

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