Falta de crédito e conhecimento dificulta avanço de pequenas e médias

De acordo com o estudo “Perspectivas das PMEs na América Latina”, realizado pela Visa International, região América Latina e Caribe e a The Nielsen Company existe uma lacuna entre as necessidades financeiras das PMEs (pequenas e médias empresas) no Brasil e os produtos empresariais à que têm acesso.
Apesar de 9 em cada 10 empresas entrevistadas no país desejar crescer, existem barreiras para a sua expansão como, por exemplo, a percepção da dificuldade de acesso ao crédito e o desconhecimento das soluções empresariais de pagamento eletrônico.
“Para a Visa, simplificar o negócio das PMEs e ajudá-las a crescer é uma prioridade. Nosso objetivo com esse estudo foi adquirir um conhecimento diferenciado que nos permita oferecer valor agregado às nossas instituições financeiras e, assim, oferecer soluções de pagamento que satisfaçam as necessidades de crescimento desse segmento”, disse Rafael de la Vega, vice-presidente de produtos comerciais da Visa, região América Latina e Caribe.
A pesquisa revelou que as PMEs do país precisam aproveitar melhor os benefícios que os instrumentos financeiros empresariais desenvolvidos especialmente para esse segmento oferecem, pois permitem administrar melhor o fluxo de caixa, obter financiamento e automatizar processos básicos como o pagamento de fornecedores e de serviços recorrentes. Isso facilita o dia-a-dia dos pequenos e médios empresários, fazendo com que eles dediquem mais tempo ao negócio.

Resultados apontam principais entraves

De acordo com os resultados, a maioria das pequenas empresas da América Latina considera mais simples se registrar e operar como pessoa física ao invés de jurídica. O Brasil é a exceção, sendo o país da região com o maior índice de empresas registradas como pessoa jurídica (82%).
Oitenta e oito por cento dos donos de empresas entrevistadas no Brasil estão bancarizados em nível pessoal (98% possui um instrumento bancário, seja pessoal ou empresarial) e 74% conta com instrumentos financeiros empresariais para o desenvolvimento de seu negócio. No entanto, cerca de 50% indica que utiliza produtos pessoais com fins empresariais. Apesar dessa realidade, 75% das PMEs manifestou interesse em separar os gastos pessoais dos empresariais.

Formas de pagamento

O acesso ao crédito é um tema crítico para o segmento. Os resultados mostram que apenas 23% das PMEs brasileiras consideram fácil ter acesso à alternativas de crédito. 26% afirmou contar com algum tipo de crédito formal, a maioria concedido por bancos. No entanto, os fornecedores de matéria-prima e inventário servem como fontes alternativas de financiamento, já que 88% oferecem facilidades de pagamento e 74% concedem descontos no pagamento à vista.
No que se refere a métodos de pagamento, 76% das PMEs brasileiras utilizam formas de pagamento como cheque e dinheiro para seus gastos cotidianos, mesmo considerando que o uso de ambos varia de acordo com o tamanho da empresa. O estudo indicou que apenas 3% utiliza cartões de crédito ou débito, sejam empresariais ou pessoais.
“As PMEs representam um elemento-chave para as economias da América Latina. Por esse motivo, foi um prazer trabalhar nesse estudo, que oferece uma visão geral e permite identificar oportunidades e necessidade de financiamento básicas que são necessárias para alavancar a expansão de seus negócios e a modernização de suas operações”, comentou a diretora de customized research Brasil, da The Nielsen, Rita Padovani.
O estudo, que englobou 1200 PMEs de oito países da América Latina e do Caribe (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e República Dominicana), foi realizado entre janeiro e março de 2007.

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