6 de dezembro de 2021

Falar vários idiomas é um grande diferencial no mercado de trabalho

Falar mais de um idioma, principalmente o inglês, já é um grande diferencial para conseguir uma vaga de trabalho num mercado tão competitivo como o de hoje. E assim é em Manaus, capital que reúne pelo menos 100 mil empregos diretos em seu parque industrial com mais de 500 empresas instaladas.

Mas a maior parte das ofertas de vagas são encontradas no comércio. São aproximadamente 300 mil postos dos mais diversos nichos do setor comercial, principalmente em lojas de departamentos, shoppings, restaurantes e turismo.

Os cursos de línguas mantêm a demanda que a cada dia ganha mais fôlego, tanto na rede pública quanto no sistema governamental, uma grande oportunidade para quem corre atrás de um bom emprego com melhor remuneração.

Dominar mais de um idioma abre as portas praticamente em todos os segmentos das atividades econômicas, segundo professores e expertises do setor.

Realizado pelo governo do Amazonas, o projeto ‘Na Ponta da Língua’ oferece curso gratuito de espanhol para estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental e para os que cursam a 1ª e 2ª séries do ensino médio. A iniciativa integra o programa Educa+Amazonas com o objetivo de capacitar os alunos dos ensinos fundamental e médio para o aprendizado de uma língua estrangeira.

Governo do Amazonas reforça o projeto ‘Na Ponta da Língua’ – Foto: Divulgação

“É uma oportunidade única e que transformará a vida de muitos jovens, tenho certeza. Nos dias atuais, dominar um segundo idioma deixou de ser um diferencial para se tornar pré-requisito na hora de procurar por emprego. Muitas portas vão se abrir a esses estudantes, dentro e fora do Brasil”, afirmou a secretária de Educação, Kuka Chaves.

Segundo ela, inicialmente o ‘Na Ponta da Língua’ atenderá somente alunos de Manaus e será ofertado aos sábados, de maneira gratuita, em dois polos: Escola Estadual de Tempo Integral (EETI) Elisa Bessa Freire, na zona leste de Manaus; e Escola Estadual Sólon de Lucena, na zona centro-sul. O projeto contará com avaliação da assiduidade, desempenho e comprometimento.

A primeira etapa do projeto ofertou mil vagas para estudantes do 8º ano do ensino fundamental à 2ª série do ensino médio, da rede estadual. Foram oferecidas 40 turmas, sendo 24 para o curso de inglês e 16 para o de espanhol, com o número máximo de 25 estudantes por turma, respeitando as faixas etárias. As inscrições terminaram, porém, no último mês de setembro. Um novo edital deverá ser lançado no próximo ano.

Os dez melhores estudantes nos cursos de inglês e de espanhol serão premiados com uma experiência internacional para os países falantes destes idiomas, segundo a Seduc (Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino no Amazonas).

A rede municipal de ensino também oferta ursos de idiomas gratuitos para estudantes estrangeiros, onde eles têm também oportunidade para aprender um segundo idioma, principalmente o português.

Mais opções

De acordo com a Seduc, só este ano foram matriculados 3.833 estudantes de outros países na rede estadual de ensino. E a maioria é da Venezuela – 3.371 venezuelanos, 212 haitianos, 110 peruanos, 92 colombianos e 23 bolivianos. Outros são de Japão, Cuba, Líbia, Espanha, entre outros.

Este ano foram matriculados 3.833 estudantes de outros países na rede estadual de ensino – Foto: Divulgação

“São oportunidades que nos motivam a conseguir uma melhor ocupação no mercado. Só o conhecimento em inglês já é uma grande diferencial na hora de escolher alguém que vai ocupar a vaga de emprego”, diz o estudante Romer Lenier, que cursa economia numa universidade particular em Manaus. Ele conta que está investindo em aprender mais de uma língua e talvez até quatro, o que o tornaria um poliglota.

“Estou focado agora nessas metas. Quero aprender outros idiomas ao mesmo tempo que curso a faculdade. Penso que a qualificação é um grande diferencial no mercado”, acrescenta ele.

A rede privada de ensino de idiomas oferece um grande número de vagas, mas poucos podem pagar pelos cursos, geralmente caros e extensos – com até quatro ou cinco anos para uma boa formação.

E outros recorrem à internet onde várias instituições oferecem cursos gratuitos. Mas o aluno deve buscar a melhor opção porque nem todos desenvolvem programas que realmente possibilitam os estudantes aprender uma língua com metodologias adequadas, segundo alertam especialistas do setor.

Foto/Destaque: Divulgação

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