Faixa causa prejuízo ao comércio

Faixa azul na Avenida Constantino Nery já começa a impactar negativamente o comércio

A implantação da faixa azul, exclusiva para o transporte coletivo na avenida Constantino Nery, determinada pela Prefeitura de Manaus no último dia 19 de fevereiro, já começa a impactar negativamente as vendas nos dois principais corredores comerciais da cidade. De acordo com o presidente da CDLM (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag, os proprietários de estabelecimentos localizados na Constantino Nery e na Djalma Batista têm reclamado de queda no movimento por consequência do trânsito ruim.
“As vendas dos estabelecimentos localizados na Constantino Nery e na Djalma Batista, que ficaram mais engarrafadas, apresentaram quedas justamente por causa dos engarrafamentos”, lamentou. Ainda de acordo com Ralph Assayag, não foi possível avaliar os impactos da medida no comércio do centro da capital.
Esta informação é confirmada pelo presidente da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Roberto Tadros. Segundo ele, ainda não existem informações suficientes para fazer uma avaliação sobre os reflexos –positivos ou negativos –da implementação do novo corredor viário.
“Ainda não detectamos os impactos dessa medida. Por enquanto não temos nenhuma informação. O que notamos são reclamações com relação ao trânsito, o que é comum já que estamos em fase de adaptação”, explicou Tadros.
Na opinião do presidente da CDLM, o problema não é a faixa exclusiva, mas sim a manutenção dos coletivos no lado direito da via, o que acaba emperrando o tráfego.
“Essa faixa (azul) está sendo mal utilizada. Para cada coletivo que trafega nela existem outros 10 do lado direito. O certo seria que os outros ônibus que andam do lado direito, que na verdade é o grande problema, passassem a utilizar a faixa central, trocando por ônibus que têm a porta do lado esquerdo para que eles possam parar com tranquilidade e dar velocidade”, avaliou.

Atrasos
Além de possíveis quedas nas vendas, outro prejuízo verificado pelo comércio após a implantação da faixa azul são atrasos e diminuição na carga horária dos funcionários, principalmente daqueles que utilizam os coletivos que ainda não foram contemplados com a faixa do BRS.
“Quem não pega o “Expresso” acaba chegando bastante atrasado, tendo que acordar mais cedo. Algumas lojas inclusive estão encerrando o expediente mais cedo. Alguns funcionários tiveram que ser liberados mais cedo porque não conseguiam passar naquela área”, reclamou Ralph Assayag.
O Jornal do Commercio tentou entrar em contato com o Manaustrans (Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito), que é o órgão responsável pela fiscalização do tráfego na via, mas até o fechamento desta matéria não foi atendido.

Lucas Câmara
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