Facebook aposta no ecommerce

O Facebook anunciou na semana passada as principais iniciativas de marketing e vendas que lançou na América Latina em 2020 e suas expectativas em relação comportamento de consumidores em 2021, em um evento inédito para a imprensa regional.

A companhia lançou neste ano novas ferramentas e recursos para pequenas e médias empresas — que constituem 99% das companhias na América Latina — acelerarem sua transformação digital.

Nos Estados Unidos, o comércio eletrônico cresceu em apenas 100 dias no segundo trimestre de 2020 o equivalente a quatro vezes a alta média anual. No Brasil, 75% dos consumidores experimentaram pelo menos uma nova plataforma de compras digitais, como o WhatsApp, durante a pandemia.

De acordo com pesquisa do Facebook, em 2020, na Colômbia, 60% das pessoas estão gastando mais tempo pesquisando online; na Argentina, 52%; no Chile 50%; e no Brasil, 40%. Esses números são maiores entre os jovens da geração Z e Y, mas o crescimento ocorre em todas as idades, já que muitos consumidores na América Latina compraram online pela primeira vez na pandemia.

Comércio híbrido

O consumidor está comprando mais online e em categorias diferentes por causa da necessidade de isolamento social. Para o Facebook, um setor em crescimento é o de esportes, com foco no futebol.

Uma das iniciativas já em prática são os grupos de discussões entre mulheres e homens, executivos de times, para reunir sugestões de como aumentar a representatividade feminina no futebol em toda a região. Uma forma de monetização para os times, federações e emissoras lançada recentemente é a criação de eventos online pagos no Facebook. Outra é a assinatura de conteúdo.

Para 2021, o Facebook prevê mais “experiências de comércio híbrido”, como comprar online e retirar na loja no mesmo dia. Contar histórias é uma estratégia recomendada pelo Facebook para as marcas chamarem atenção dos consumidores.

Organizar essa narrativa de forma adequada a todas as plataformas de um jeito não linear e interativo é o desafio. Para contar essa história da marca ou do produto, muitas empresas têm usado influenciadores, uma estratégia que tem se mostrado eficaz para construir conexões fortes e significativas entre marcas e pessoas — sobretudo os microinfluenciadores, capazes de gerar maior conexão com novos públicos.

Por isso, o Facebook está trabalhando em ferramentas para permitir às marcas novas formas de contar histórias que incentivem maior interatividade com os consumidores.

Vendas ao vivo

Durante a pandemia, também aumentou muito o uso de vídeos online, com a febre das lives — no Instagram, Facebook e YouTube. Desde o lançamento desta ferramenta em 2016, ocorreram 10 bilhões de eventos ao vivo em todo o mundo, incluindo as lives do Instagram. São 100 milhões de pessoas por dia assistindo algum evento no Instagram e no Facebook.

Uma tendência em crescimento, observada na Black Friday desse ano, é a de vendas ao vivo por vídeo, ainda em estágio inicial no Instagram Live. O modelo nasceu na TV e migrou para as redes sociais, com influenciadores falando de produtos ao vivo, e interagindo ativamente com os consumidores. No México, a Amazon já usa o Live Shopping em seu site.

Outra tendência é a de transmissão de partidas de esportes ao vivo por meio do Facebook Watch, que chegou a bater recordes de audiência nos últimos meses. As eliminatórias do primeiro semestre de 2021 da Champions League serão veiculadas pelo Facebook Watch, como ocorreram na temporada passada, assim como as partidas do campeonato paulista feminino.

Comércio local

Outra tendência que já estava em ascensão e foi acelerada pela pandemia é a de vendas via plataformas de mensagens na América Latina. As mensagens tem sido parte importante da jornada do consumidor, não apenas em compras mais simples, como também nas aquisições de decisão mais complexas, como automóveis.

O Facebook acredita que mais empresas na América Latina devem usar aplicativos como WhatsApp e Messenger para apoiar transações comerciais. Para permitir que marcas se sobressaiam entre suas concorrentes e chamem atenção de consumidores, a rede social tem trabalhado em ferramentas para personalização.

No México, 78% dos consumidores entrevistados numa pesquisa encomendada pelo Facebook a consultoria Deloitte começaram a comprar de novos pequenos negócios locais durante a pandemia, preocupados com a sobrevivência deles. Grandes empresas também apoiaram os comércios locais.

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